sábado, 30 de novembro de 2013

Aprendendo a tocar Taiko - 1


Eu nunca tive dom para música, muito pelo contrário, sou péssima nisso. Não tenho ouvido, não consigo distinguir um dó de um si. Não consegui aprender a dançar até hoje e minha coordenação motora é horrorosa. Eu consigo fazer simultaneamente algumas coisa, eu consigo ler uma coisa e ouvir uma aula por exemplo e entendo as duas. Consigo escrever sobre um assunto e ouvir uma aula de outro, tranquilamente. Consigo falar ao telefone e responder um e mail ao mesmo tempo e ainda dar atenção à uma pessoa que estiver falando comigo.   

Mas musica??? Complicado... Coordenar esquerda mais a direita? Que sacrifício! 

Por isso que decidi fazer alguma coisa relacionado com isso, preciso desenvolver essa habilidade. Que graça tem em vc fazer alguma coisa que é fácil? o Legal é o desafio, vamos explorar nossas capacidades ao máximo, e se não tiver essa capacidade, vamos inventa-la, buscar nosso potencial adormecido 

Frequento as festas da Colonia Japonesa na Liberdade há algum tempo e quando eu ouvi uma apresentação de Taiko a primeira vez, me arrepiou a espinha. O som adentrou pelos ouvidos, inundou minha cabeça, se espalhou pelo meu corpo e o meu coração bateu no mesmo compasso. Ritmo. Descobri que era isso que eu queria para mim. Essa sensação maravilhosa. 

O tempo foi passando, e a cada festa, a cada Festival do Japão, eu já via na agenda que horas era a apresentação de Taiko, era nesse horário que com certeza eu estaria.

Neste ano, 2013, fui ao Festival do Japão em julho e sai de lá meio que determinada. Comecei a pesquisar sobre o Taiko. Achei o Setsuo Kinoshita em uma chamada do SESI. Escrevi um email, disse das minhas dificuldades e receios, afinal, não sou nenhuma mocinha, e alem disso sem condicionamento físico e sem aptidão. Ele disse que dava certo e eu acreditei nele.





domingo, 10 de novembro de 2013

Pitchula Sempre

                       A Pitchula é uma presença constante na minha vida. Eu sonhei com ela ontem. Era totalmente diferente, mas era ela, e eu olhava-a do outro lado de um lago e balançava a coleira, chamando-a e ela me olhava, olhava o lago, eu percebia que ela estava medindo a distancia e eu pensava: não vá pular na água, sua doidinha.. e ela como que ouvindo meus pensamentos estancava e via outra saída, ou seja, dar a volta. Uma pessoa perto sorriu e disse: ela é inteligente e eu muito orgulhosa concordava. 

                  Na minha vida é assim, muitas vezes a Pitchula está perto de mim. Ahhhhh como eu sei? Simples, como alguém sabe que outra pessoa está perto? Precisa ver? Não necessariamente, precisa sentir. Nós sentimos o outro, sentimos sua presença, seu cheiro, seu calor, seu amor. É mais do que físico, transcende. E quem nunca sentiu isso.... ahhhhhhh....  Lamento informar: nunca amou. É uma sensação muito boa, sentir... Saber que não estamos sós. Saber que um dia pudemos ter um ser vivo todo dedicado a nós e que devotamos a esse ser um grande amor.  Posso falar assim de outros seres? Claro, posso falar do meu pai, do meu irmão, do meu marido, das minhas mães. Mas é diferente, eles eu dividia com varias pessoas e a Pitchula era dedicação "exclusiva", percebem a diferença? Meio complicado para quem nunca viveu isso. 
                       Pode parecer heresia, mas o amor que sinto pela Pitchula me aproximou muito mais de Deus, comoooo???? Simples, se eu sou capaz de amar um animal, que não foi por mim  "criada", imagino o Amor de Deus por mim, sendo eu criação Dele!!!   Esta constatação me enche de amor, até transbordar e eu poder dividi-lo com outras pessoas. E me faz muito grata. Agradeço muito a Deus a oportunidade de ter vivido essa emoção durante 15 anos. Infelizmente muitas pessoas sequer sabem o que é isto!

sábado, 2 de novembro de 2013

Bem estar bem

       
       
       
        Olhando o céu agora, azul, vendo o sol, me remeteu a outros sábados, outros céus azuis, outros dias ensolarados e aconchegantes como hoje. 
        Como eu gostaria de poder compartilhar essa sensação de bem estar que eu senti tantas vezes, como gostaria que todas as pessoas tivessem essa mesma sensação. Eu tenho o que recordar, eu tenho o que buscar na memória para tornar mais leve os dias cinzas. 
       Quando eu morava no rancho, na beira do rio, era normalíssimo sentir esse bem estar. Acordar no sábado de manhã, respirar profundamente sentindo o ar leve, puro, com perfume de flores no ar, nessa época deve ter um cheiro de flor de laranjeira espalhado. Ouvir pássaros diferentes, varios cantos misturados. Ver o brilho do sol nas folhas verdes. Ver o leve chacoalhar das folhas ao sopro do vento. Ver as águas do rio descendo mansamente. Não tem nada igual nesta vida, semelhante sim, igual não. Mas a sensação do sol tocando a pele, a brisa arrepiando os pelinhos do braço. 
        Sempre aparecia um vizinho, um amigo para trocar uns dois dedos de prosa, conversar coisas amenas, para compartilhar esses momentos. E eu sabia que eram bons, então os aproveitava. Por que muitas pessoas só vão perceber que tiveram momentos bons, quando não os tem mais. Infelizmente. Eu vivi intensamente esses momentos. Curti cada minuto. E quando tenho a oportunidade, curto de novo.