domingo, 11 de agosto de 2013

Os homens da minha vida

Narciso, O homem que eu admiro, principalmente pela honestidade. Me ensinou a honrar meus compromissos, a não faltar com a palavra dada. Me ensinou a importância do respeito ao próximo. O valor da família, ensinou também que não somos perfeitos, que todas as pessoas não nem totalmente boas e nem integralmente más, que carregam dentro de si essa dualidade e que mesmo ele não sendo aquele herói que eu imaginava quando era criança, era uma pessoa digna do meu amor e admiração. Me ensinou que as pessoas são mais do que apresentam externamente. E o mais importante, me fez acreditar que eu sou inteligente. Este é o homem que eu sempre quis que tivesse orgulho de mim, É para ele que dedico os meus melhores feitos. É por ele que me esforço, que dou um pouco mais de mim. Que vou atrás e busco meus objetivos. Esse cara é o meu pai. Sinto falta dele.
 
Luiz Narciso: O  homem que eu achava lindo quando era criança... tentava chamar a atenção dele sempre, queria que ele sempre estivesse brincando comigo. Ahhhhh nossas brincadeiras com baldes de água... Delicia... Saudades... Crescemos, ele 10 anos mais velho que eu. Morri de ciúmes das suas namoradas, elas me subtraiam a atenção dele. Roubavam o tempo que ele teria disponível para mim.
Ele casou, descasou, casou de novo e nos reencontramos de novo. Era o homem que eu conversava. Conversávamos  de tudo e sobre tudo. Cada vez que eu tinha uma ideia, era com ele que eu ia discuti-la. Cada vez que eu precisava de uma opinião era com ele que eu ia buscar. Se eu tinha uma dúvida, era ele que poderia me esclarecer. Era tranquilo, equilibrado. Achava que eu me abria muito. Falava que eu parecia um paraquedas, era só puxar a cordinha e se arreganhava... Achava que eu devia me preservar mais. Esse cara é o meu irmão. Sinto falta dele.
 
Miguel: O homem que mais me incentivou nessa vida. Tudo que eu fazia, ele elogiava. Sempre achava alguma coisa para elogiar. Qualquer coisa que eu fazia ele falava para as outras pessoas do nosso convívio,  mostrava, ele me admirava. E não escondia isso.  Na cozinha, qualquer feijão com arroz ele elogiava e eu sentia prazer em fazer para ele e quanto mais elogiava, mais coisa eu inventava... Sentia ciúmes de mim. Muito. Companheiro que escolhi, ou a vida escolheu para mim, nossa sintonia era muito boa, nem precisávamos conversar, sabíamos qual era a posição que o outro ia tomar, tinha coisas que evitávamos falar pois sabíamos que tínhamos opinião antagônicas, então para que falar? Não íamos mudar de posição mesmo. Era tão teimoso (ou mais) como eu. O convívio com ele me tornou uma pessoa bem melhor. E melhor cozinheira também, kkkkk  Esse homem era meu marido. Sinto falta dele.

A morte levou de mim todos os três. Sou grata por ter tido a oportunidade de compartilhar a vida com eles.
 
Eu sinto falta da figura masculina de peso na minha vida. Um homem a quem eu respeite, admire, para o qual eu tenha vontade de fazer as coisas para agradá-lo. Um homem que faça aflorar o melhor que tenho dentro de mim. Com o qual eu possa conversar, trocar ideias, me aconselhar, falar sobre acontecimentos diários e expor minhas opiniões. E saber as dele. Um homem que eu possa dividir minhas dúvidas, que eu tenha confiança para isso. Um homem para brincar, para rir das situações. Compartilhar uma risada é uma das melhores coisas da vida!
 
Hoje estou muito sensível, essa coisa de dias dos pais fez isso comigo...

 

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