sábado, 27 de abril de 2013

Representante de sala

Caríssimos colegas, 


Falta pouco para terminar o semestre, sendo assim, acho que está na hora de eu entregar o cargo de representante para outra pessoa no próximo semestre. Gostaria que vocês pensassem com carinho e se oferecessem para essa tarefa.

Aos candidatos, não vou lhes enganar, não é uma tarefa fácil, mas também não é tão difícil... 

Requisitos básicos: 
1) tempo disponível para receber emails da coordenação, filtra-los (por que vem tudo misturado com outras turmas) e repassa-los o mais rápido possível, A coordenação não tem hora para mandar e-mail, já recebi e-mail as 23h40m...
Ahhhhhh as vezes eles esquecem de mandar o anexo, esteja atento para cobrar.

O meu chefe não liga se eu ficar com o e-mail pessoal aberto, espero que o seu tbm não.

2) tempo disponível para responder vários emails por dia, alguns bem simples: Vai ter aula hoje? Outros mais complicados, como por exemplo: Como faço a APS?

3) Requisito extremamente necessário: PACIÊNCIA  è preciso muiiiiiitaaaaa paciência. 
Metade da sala gosta de um professor, a outra metade odeia o mesmo professor... E o representante está no meio, 
 Metade da sala reclama da outra metade da sala e o representante está no meio...
Os professores, por sua vez, reclamam de metade da sala e você está no meio...

Sendo assim é necessário alem da paciência  muito jogo de cintura, por que vc fica em um cabo de guerra, ou melhor:  a corda é você, meu caro candidato a representante

4) esteja preparado para passar os e-mails várias vezes, por que sempre tem um que 'não achou na caixa de e-mail dele"

5) esteja com a matéria em dia, por que vão lhe pedir, com certeza.

6) E prepare-se por que o que mais vai receber é cobrança, e mais cobrança...  Nem no meu trabalho, onde sou remunerada, recebo tanta cobrança. 

Se a nota não está no site, é a você que cobram,
Se o professora falou uma palavra difícil, é para você que vem reclamar,
Se trocaram o dia da online, é para vc que vão chiar.
Se a professora ainda não mandou a matéria, com certeza você é o responsável.
Se tem aula, é por que tem aula, 
se não tem aula, é por que não teve, 
se tem palestra é por que teve palestra,
se não teve, como vão ter horas AC?
Se não entenderam a matéria, é com vc que vão reclamar.
Se tiraram nota baixa, é o representante também...
Se chover, também....

Perceberam o poder que tem um representante? Tudo é culpa dele.

Mas tem algumas vantagens, existem pessoas que reconhecerão o seu esforço. E essas pessoas é que valem a pena a sua dedicação, trabalho e horas que vc poderia estar estudando ou até bebendo aquela cervejinha gelada com uma carninha mal passada...


Gostaria muito que alguém se candidatasse para me dar um refresco.

sábado, 20 de abril de 2013

Somos mais bonitos do que imaginamos - Dove Real Beauty Sketches



Um desenhista profissional, daqueles que fazem retrato falado, sem olhar as pessoas, pediu que elas se descrevessem e ele ia desenhando, depois pediu que outra pessoas descrevesse a retratada, o que as outras pessoas viam é bem mais bonito e próximo da realidade do que a própria retratada se via.  Muito interessante.

Manhã de sábado


Passando pelo centro de São Paulo em uma manhã de sábado ensolarada....

Ainda por cima conheci o artista, muito simpático, sorridente, sem dizer uma palavra em português. É o oriental da fotinho abaixo. 


Ahhhhhhh: O limpador de vidro é real. Esse deve sentir o sabor de estar nas alturas!

Se tiver oportunidade, vá até lá dar uma olhada, é instigante. 
Centro Cultural Banco do Brasil: 
Exposição: Cai Guo Qiang: Da Vincis do Povo
20 de abril a 23 de junho de 2013.
Terça a domingo – 9h às 21h























BIOGRAFIA DO ARTISTA "Cai! Guo Qiang nasceu em 1957 na cidade de Quanzhou, província de Fujian, na China. Formado em cenografia na Academia de Teatro de Xangai, o seu trabalho artístico realizado em diversos tipos de mídia, incluindo  desenho,  instalação, vídeo e performance. Enquanto viveu no Japão, de 1986 a 1995, o artista explorou as propriedades da pólvora em suas ilustrações, investigação que levou à experimentação com explosivos em grande escala. Com conceito baseado na filosofia oriental e em questões sociais contemporâneas, suas intervenções explosivas visam estabelecer intercâmbio entre os espectadores e o universo que os cercam, em que cada projeto tem abordagem específica relacionada à cultura e história do local onde é realizada. Desde 1995, Cai vive e trabalha em Nova Iorque."

terça-feira, 9 de abril de 2013

Apaixone-se


      Ahhhh  a paixão! Sempre pensamos na paixão como um sentimento que une duas pessoas de modo vertiginoso e arrebatador. Perdemos o controle, a emoção aflora, o coração bate mais rápido, a boca seca, as mãos tremem. Uma delicia e ao mesmo tempo assustadora, mas boa, muito boa a sensação. A minha proposta é essa: Apaixone-se! Não necessariamente se apaixonar por outra pessoa, mas por você mesmo, por exemplo. Coloque paixão na sua vida, o que for fazer faça com paixão, com tesão. Com gosto. Não faça somente por fazer. Vai fazer um almoço, não faça um basiquinho, não, voce e as pessoas que vão compartilhar merecem mais, faça com paixão! Vai comprar uma roupa? Não se entupa de sacolas e roupas que provavelmente não vai usar, escolha, apalpe, cheire, sinta o toque, deixe se apaixonar pela peça. Vai comprar um sapato, a mesma coisa, não se deixe seduzir por qualquer par na vitrine. Se envolva, sinta, se apaixone. Vai fazer um trabalho? Tem duas opções, fazer por fazer ou se apaixonar por ele. Deixe ele lhe conquistar. Faça com toda a paixão que for capaz, com certeza a gratificação que vai sentir compensa tudo. 

      Vai estudar alguma matéria, entenda-a, se envolva, viva a matéria, se apaixone por ela. Que delicia vai ser estuda-la! Minha mãe falava que a gente poderia fazer um serviço de duas formas: simplesmente fazer ou fazer com capricho. Hoje aquilo que ela chamava de capricho, eu chamo de paixão. Posso não entender de tudo, mas tudo que me propus fazer eu me dediquei, vivi, me apaixonei. 

       Fiz coisas que a maioria das pessoas acham repugnantes, no entanto eu procurei me apaixonar pelo que fazia. O melhor exemplo é a Necrópsia, abrir um cadáver, tirar todos os órgãos, esperar o médico analisar macroscopicamente as peças, recolher tudo, guardar dentro do corpo e fechar não é um trabalho que pessoas tem como sonho de consumo, no entanto eu posso falar que eu tive vários corações na mão, que vi muitos cérebros e posso afirmar que isto é MUITO, mas muito emocionante. Eu não via só um corpo inerte, via uma criação fantástica de Deus e como é um milagre a vida tendo nós tantos motivos para morrermos. Era um trabalho pesado, desgastante, mas se eu fosse me concentrar apenas nesse lado não iria conseguir nem começar. Então o segredo foi me apaixonar por isso. Me apaixonar pela descoberta, pelo que um corpo pode "dizer" para nós, mesmo sem vida. 

      Pintei a minha casa esses dias atrás, se eu pensasse só na dor de cabeça que isso ia dar, na confusão, no cansaço, nem começaria, porém eu curti cada momento, da idealização, da escolha das cores, da compra das tintas, do pintar, o executar o trabalho, eu mesma pintei tudo, uma amiga me perguntou por que eu não paguei para que pintassem para mim e eu respondi que ninguém ia fazer do mesmo jeito que eu. Por que eu me acho excepcional? Não, por que eu coloquei paixão nas paredes, portas e rodapés. E ninguém colocaria a mesma paixão na minha casa.

      Estamos em semana de prova, e eu não conseguia fazer entrar na minha cabeça uma matéria, aí comecei a pensar o por que disso e conclui que não sido absorvida pela matéria, consequentemente eu não conseguia absorve-la, faze-la parte de mim.  Consegui, eu me apaixonei por ela!
     As vezes peco pelo excesso de paixão, acabo enfiando os pés pelas mãos por abraçar uma causa com tanto entusiasmo, sei disso, mas não consigo evitar, nesses casos prefiro pecar pelo excesso do que pela falta de paixão!
    Para que se contentar com algo morno, sem graça, quando podemos fazer de tudo algo bem mais emocionante, com aquela sensação maravilhosa da paixão. Por que se contentar com iscas quando podemos ter um filé? Por que pensar miudinho? A vida é maravilhosa e muito generosa, temos sempre duas opções, sempre. A opção de fazer por fazer e a opção de fazer com paixão! 

Qual a sua escolha?


sábado, 6 de abril de 2013

Reconhecimento - qual a importância?

         

          Por que é tão importante para nós, meros mortais, o reconhecimento do nosso valor pelas outras pessoas? 
             Nós não sabemos do nosso valor? Não temos plena consciência de nossas qualidades? Não temos confiança em nosso trabalho? Não sabemos quando executamos um serviço com primazia? Não sabemos o quanto nos dedicamos para determinadas tarefas? Então por que temos que esperar e almejar que as outras pessoas nos digam isso? O que as outras pessoas sabem sobre nós que desconhecemos? Por que a necessidade desse reconhecimento? Insegurança? Mas nós sabemos de nós mesmos melhor do que ninguém, nem nossa mãe nos conhece melhor que nós mesmos! 
             Quando executamos alguma tarefa, somente nós, sabemos o quanto nos dedicamos ao resultado. Sabemos o quanto fizemos,  por que então almejar o reconhecimento do outro? Vai alterar alguma coisa no resultado final? Que diferença vai fazer na nossa vida a opinião de uma outra pessoa que em muitos casos não participou em nada na execução? Por que delegamos tanto poder aos outros? Poder sobre a nossa consciência? Poder de derrubar toda o nosso esforço, pois em muitas ocasiões, aquele que não participou não tem a mínima condição de avaliar e avalia mal, afinal não participou da execução! Por quê fazemos isso conosco? Por que nos colocamos a mercê da opinião de outras pessoas? Por quê a necessidade de aprovação? Será que só nos vemos através dos olhos dos outros? Será que se o outro não nos achar bons, nós não seremos? Será que a opinião do outro a nosso respeito é mais importante do que o conhecimento que temos sobre nós? Mas o outro não detém o conhecimento pleno sobre nós e nossas atitudes, como poderia ser a avaliação dele melhor que a nossa própria? Não tem alguma coisa errada na nossa atitude, na nossa necessidade de reconhecimento externo?? 
              E pior, nos frustramos quando o outro, o do lado de fora não consegue enxergar o nosso interior. E nos valorizar. Colocamos uma responsabilidade na mão do outro que ele não pediu e provavelmente não esteja preparado para corresponder. E cobramos, e o outro sem entender nada, afinal, como entender se nós mesmos não entendemos?

Por quê esperar do outro aquilo que nós não estamos conseguindo nos dar, sim, não estamos nos dando o devido valor quando esperamos que os outros nos deem!