segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Cansaço

                                 



Estou tão cansada hoje... Não cansada fisicamente, mas cansada de tudo. Cansada de dar tanto murro em ponta de faca. Cansada de tentar ajudar e só levar na cabeça. Cansada de "deduzirem" minhas atitudes e "acharem" que eu estou sendo assim ou assado. Perguntem, não seria melhor? Não seria bem melhor e mais claro se perguntassem? Não, só complicam... deduzem... acham... e reagem sobre o que imaginam que seja. 

Bem feito pra mim que costumo fazer isso com as pessoas, não é mesmo? É para que eu aprenda que vem essa avalanche de coisas? Tudo junto e misturado? Numa tacada só? Estou cansada das artimanhas das pessoas, das mentiras, do jogo que muitos fazem para se darem bem. tem horas que eu sinto um asco tão grande dessas coisas... 

Vamos estudar que é o que temos de melhor a fazer...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Preocupação, perda de tempo

Mafalda e sua característica de preocupação com a humaninade.

Eu me preocupo, ou melhor, eu me pré ocupo. Isto é uma coisa estupida, pois como se pode pré ocupar de alguma coisa? Ocupar é um verbo de ação, no ato, agora, já. Nós nos ocupamos no momento presente, não existe como se ocupar antecipadamente, sendo assim como se preocupar? Eu perco um tempo enorme da minha vida me preocupando e com coisas que na maioria das vezes não acontecem e se acontecem são bem mais benéficas do que eu imaginava. 
Adquiri essa "mania" com meu pai, e engraçado é que eu o criticava por isso. Quantas vezes lhe chamei a atenção por estar preocupado com algo a toa? Varias. Nós morávamos em uma casa em uma avenida bem movimentada e central, nossa casa, alugada, fazia parte de um conjunto de quatro sobrados  geminados, no fundo uma vila com seis casas, se não me engano e mais duas casas ao lado e um terreno desocupado. Resumindo, se todas as casas fossem vendidas daria para fazer um prédio enorme no local. Uma época uma grande construtora quis comprar e um dos proprietários se recusou e "melou" o negócio. Passou o tempo e o peso da provável saída ficou. E meu pai se preocupava muito, uma vez por ano ele vinha com a historia de novo: e se for vendida a casa, como nós vamos fazer? Nós tínhamos um comercio ali e vivíamos disso. Moramos naquela casa uns trinta anos, meu pai foi morar no interior e já morreu há quatro anos, todos os outros proprietários já morreram também e as casas continuam exatamente no mesmo local! 
Todo ano, na época do reajuste do meu aluguel eu sinto essa mesma insegurança... (Não, ainda não é época do aumento do aluguel, estou escrevendo por causa de outro motivo!)
Na época que me casei e fui morar no interior eu me preocupava demais com a minha irmã que tinha ficado aqui em São Paulo, as vezes não conseguia dormir por causa da preocupação. Uma noite parei e pensei: Se eu me preocupar ou não, vai fazer alguma diferença? O que tiver que acontecer não vai acontecer do mesmo jeito? Por que me preocupar então? E não me preocupei mais e dormi.
No meu trabalho está acontecendo uma mudança, uma descentralização. É uma mudança necessária, é muita gente para ser atendida em um espaço pequeno, Não existe condições físicas seguras para atender tantas pessoas e acaba gerando um stress, uma irritação nas pessoas e em nós também. O que vai acontecer? Não sei, e estou me preocupando. E pergunto: Por que? Será que vai ser ruim? Pode ser que seja muito bom! Mas essa tal de insegurança que domina. Por que será que temos a mania de pensar sempre pelo lado pior primeiro? Por que eu não penso pelo lado positivo? Será que sou só eu? Que a influência do meu pai é tão importante assim ou é a influência de tudo que nos cerca? E o engraçado que sou uma pessoa tida como corajosa pelas outras. Muitos elogiam justamente a minha ousadia, a minha iniciativa de meter as caras em situações que outros vacilam. De me atirar, me jogar. Lembro da minha primeira palestra, a minha vontade era sair correndo. tremia, a boca secava, mas fui, enfrentei e a maioria das pessoas que conheço não consegue falar em publico de jeito nenhum. A primeira vez que peguei um carro sozinha, sai para a estrada, a noite e chovendo, precisava, não tinha jeito e eu fui. Tenho amigos/amigas que  não pegaram o carro até hoje. 
Por que me preocupar? Eu vou dar conta, eu vou conseguir e se não conseguir eu vou pedir arrego e tentar outra alternativa, não é assim a vida da gente? Já passei por tantas coisas nessa vida, três enchentes, perda de tudo dentro de casa (até as fotos de casamento), por doença, sequela e morte de marido. mudança de 180° de vida três vezes, pelo menos. E consegui sobreviver. Por que me preocupo? Boba eu...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ouvir, como ouvir.

Um dia eu li um texto que tinha uma frase que me chamou a atenção: "Você está ouvindo ou esperando a sua vez de falar?". É um texto muito bom, não tenho o link agora, mas se perguntar ao tio Google ele vai responder facinho, facinho. (*Jairo Siqueira) Falava sobre as pessoas não ouvirem realmente as outras. As pessoas tem uma necessidade muito grande de serem ouvidas e não tem ouvidos suficientes para atende-las. 
Hoje conversava com uma pessoa sobre ouvir, ou melhor, sobre o não ouvir e ela dizia que as pessoas têm necessidade de mostrarem que sabem, por isso falam mais que ouvem, interrompendo as pessoas quando falam e eu fiquei pensando que eu peco mais ainda, quero completar as palavras do "falante". Antecipo-me e respondo até mesmo antes da pessoa completar o pensamento. Acho que sou uma péssima ouvinte! Pois muitas vezes o que eu penso que a pessoa ia dizer não é bem aquilo, rsrsrs

“Quando você fala, você repete o que você já sabe; quando você ouve, geralmente aprende algo” –Jared Sparks

Quem ouve aprende mais... 

Quando vamos ouvindo, vamos tentando chegar ao final antes que a pessoa acabe de falar. Queremos adivinhar o que vem depois, queremos saber aonde a pessoa quer chegar. Por que? Talvez por que não temos paciência suficiente para ouvir o outro, ouvir os "mínimos detalhes" que o falante quer contar. Queremos chegar logo ao fim da história e resolver a questão. Por que sabendo de antemão o final teremos o "poder" nas mãos. Nosso tempo é pouco e tentamos ganhar tempo? Será isso? Será que é falta de paciência mesmo? Será arrogância mesmo, achando que sabemos mais?

Não prestamos atenção o suficiente no que a pessoa está falando, mas por que ela está falando aquilo. E o que ela não está falando, o que ela está pensando. Ficamos tentando ler o que está escrito nas entrelinhas e perdemos o principal.

Coitados dos idosos, são os mais  rejeitados, por que as pessoas não tem paciência de ouvi-los. Além do mais tendem a repetir as mesmas histórias, consequentemente mais interrompidos vão ser.

Ou será anda que nosso egoismo não nos permite ouvirmos, queremos apenas que nos ouçam?

Acho que é o TEMPO  o responsável, ou melhor a nossa FALTA  de tempo? 

Vou pensar mais, ouvir meus pensamentos, quem sabe entendo melhor tudo isso...