segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Aprendendo a tocar o Taiko - 2

Mandei um email para o Setsuo em agosto com meus receios referentes a idade, ao aprendizado. Ele respondeu que tinha pessoas com quase 90 anos aprendendo. Pensei, se conseguem, por que eu não conseguiria. 

Me inscrevi no Workshop do dia 19 de outubro. Eu já tinha decidido, era só esperar a data. Tinha uma outra data em setembro, porém era no meio da semana, não vamos esquecer que tem a faculdade... então tive que esperar mais um pouco, mas já era o inicio do aprendizado: desenvolver a paciência.

Compareci um workshop, ele procurou esclarecer sobre o Taiko, a história, qual a finalidade, qual a importância dele e principalmente o que está por trás, qual é a base, o alicerce do Taiko. Não é apenas o instrumento musical, é mais do que isso. Existe todo um significado, uma postura diante do Taiko. O próprio nome do grupo já vai dar uma pista disto: Wadaiko Sho 

"Wadaiko se refere, em japonês, a arte dos tambores japoneses (Taiko). Sho significa viver. Wadaiko Sho se traduz como viver tendo como base a arte dos tambores japoneses. É uma forma de vida praticada pelos membros do grupo para melhorar a qualidade da saúde física/mental de seus praticantes."

Não vai ser fácil, mas era tudo o que eu buscava!

sábado, 30 de novembro de 2013

Aprendendo a tocar Taiko - 1


Eu nunca tive dom para música, muito pelo contrário, sou péssima nisso. Não tenho ouvido, não consigo distinguir um dó de um si. Não consegui aprender a dançar até hoje e minha coordenação motora é horrorosa. Eu consigo fazer simultaneamente algumas coisa, eu consigo ler uma coisa e ouvir uma aula por exemplo e entendo as duas. Consigo escrever sobre um assunto e ouvir uma aula de outro, tranquilamente. Consigo falar ao telefone e responder um e mail ao mesmo tempo e ainda dar atenção à uma pessoa que estiver falando comigo.   

Mas musica??? Complicado... Coordenar esquerda mais a direita? Que sacrifício! 

Por isso que decidi fazer alguma coisa relacionado com isso, preciso desenvolver essa habilidade. Que graça tem em vc fazer alguma coisa que é fácil? o Legal é o desafio, vamos explorar nossas capacidades ao máximo, e se não tiver essa capacidade, vamos inventa-la, buscar nosso potencial adormecido 

Frequento as festas da Colonia Japonesa na Liberdade há algum tempo e quando eu ouvi uma apresentação de Taiko a primeira vez, me arrepiou a espinha. O som adentrou pelos ouvidos, inundou minha cabeça, se espalhou pelo meu corpo e o meu coração bateu no mesmo compasso. Ritmo. Descobri que era isso que eu queria para mim. Essa sensação maravilhosa. 

O tempo foi passando, e a cada festa, a cada Festival do Japão, eu já via na agenda que horas era a apresentação de Taiko, era nesse horário que com certeza eu estaria.

Neste ano, 2013, fui ao Festival do Japão em julho e sai de lá meio que determinada. Comecei a pesquisar sobre o Taiko. Achei o Setsuo Kinoshita em uma chamada do SESI. Escrevi um email, disse das minhas dificuldades e receios, afinal, não sou nenhuma mocinha, e alem disso sem condicionamento físico e sem aptidão. Ele disse que dava certo e eu acreditei nele.





domingo, 10 de novembro de 2013

Pitchula Sempre

                       A Pitchula é uma presença constante na minha vida. Eu sonhei com ela ontem. Era totalmente diferente, mas era ela, e eu olhava-a do outro lado de um lago e balançava a coleira, chamando-a e ela me olhava, olhava o lago, eu percebia que ela estava medindo a distancia e eu pensava: não vá pular na água, sua doidinha.. e ela como que ouvindo meus pensamentos estancava e via outra saída, ou seja, dar a volta. Uma pessoa perto sorriu e disse: ela é inteligente e eu muito orgulhosa concordava. 

                  Na minha vida é assim, muitas vezes a Pitchula está perto de mim. Ahhhhh como eu sei? Simples, como alguém sabe que outra pessoa está perto? Precisa ver? Não necessariamente, precisa sentir. Nós sentimos o outro, sentimos sua presença, seu cheiro, seu calor, seu amor. É mais do que físico, transcende. E quem nunca sentiu isso.... ahhhhhhh....  Lamento informar: nunca amou. É uma sensação muito boa, sentir... Saber que não estamos sós. Saber que um dia pudemos ter um ser vivo todo dedicado a nós e que devotamos a esse ser um grande amor.  Posso falar assim de outros seres? Claro, posso falar do meu pai, do meu irmão, do meu marido, das minhas mães. Mas é diferente, eles eu dividia com varias pessoas e a Pitchula era dedicação "exclusiva", percebem a diferença? Meio complicado para quem nunca viveu isso. 
                       Pode parecer heresia, mas o amor que sinto pela Pitchula me aproximou muito mais de Deus, comoooo???? Simples, se eu sou capaz de amar um animal, que não foi por mim  "criada", imagino o Amor de Deus por mim, sendo eu criação Dele!!!   Esta constatação me enche de amor, até transbordar e eu poder dividi-lo com outras pessoas. E me faz muito grata. Agradeço muito a Deus a oportunidade de ter vivido essa emoção durante 15 anos. Infelizmente muitas pessoas sequer sabem o que é isto!

sábado, 2 de novembro de 2013

Bem estar bem

       
       
       
        Olhando o céu agora, azul, vendo o sol, me remeteu a outros sábados, outros céus azuis, outros dias ensolarados e aconchegantes como hoje. 
        Como eu gostaria de poder compartilhar essa sensação de bem estar que eu senti tantas vezes, como gostaria que todas as pessoas tivessem essa mesma sensação. Eu tenho o que recordar, eu tenho o que buscar na memória para tornar mais leve os dias cinzas. 
       Quando eu morava no rancho, na beira do rio, era normalíssimo sentir esse bem estar. Acordar no sábado de manhã, respirar profundamente sentindo o ar leve, puro, com perfume de flores no ar, nessa época deve ter um cheiro de flor de laranjeira espalhado. Ouvir pássaros diferentes, varios cantos misturados. Ver o brilho do sol nas folhas verdes. Ver o leve chacoalhar das folhas ao sopro do vento. Ver as águas do rio descendo mansamente. Não tem nada igual nesta vida, semelhante sim, igual não. Mas a sensação do sol tocando a pele, a brisa arrepiando os pelinhos do braço. 
        Sempre aparecia um vizinho, um amigo para trocar uns dois dedos de prosa, conversar coisas amenas, para compartilhar esses momentos. E eu sabia que eram bons, então os aproveitava. Por que muitas pessoas só vão perceber que tiveram momentos bons, quando não os tem mais. Infelizmente. Eu vivi intensamente esses momentos. Curti cada minuto. E quando tenho a oportunidade, curto de novo.
       

domingo, 11 de agosto de 2013

Os homens da minha vida

Narciso, O homem que eu admiro, principalmente pela honestidade. Me ensinou a honrar meus compromissos, a não faltar com a palavra dada. Me ensinou a importância do respeito ao próximo. O valor da família, ensinou também que não somos perfeitos, que todas as pessoas não nem totalmente boas e nem integralmente más, que carregam dentro de si essa dualidade e que mesmo ele não sendo aquele herói que eu imaginava quando era criança, era uma pessoa digna do meu amor e admiração. Me ensinou que as pessoas são mais do que apresentam externamente. E o mais importante, me fez acreditar que eu sou inteligente. Este é o homem que eu sempre quis que tivesse orgulho de mim, É para ele que dedico os meus melhores feitos. É por ele que me esforço, que dou um pouco mais de mim. Que vou atrás e busco meus objetivos. Esse cara é o meu pai. Sinto falta dele.
 
Luiz Narciso: O  homem que eu achava lindo quando era criança... tentava chamar a atenção dele sempre, queria que ele sempre estivesse brincando comigo. Ahhhhh nossas brincadeiras com baldes de água... Delicia... Saudades... Crescemos, ele 10 anos mais velho que eu. Morri de ciúmes das suas namoradas, elas me subtraiam a atenção dele. Roubavam o tempo que ele teria disponível para mim.
Ele casou, descasou, casou de novo e nos reencontramos de novo. Era o homem que eu conversava. Conversávamos  de tudo e sobre tudo. Cada vez que eu tinha uma ideia, era com ele que eu ia discuti-la. Cada vez que eu precisava de uma opinião era com ele que eu ia buscar. Se eu tinha uma dúvida, era ele que poderia me esclarecer. Era tranquilo, equilibrado. Achava que eu me abria muito. Falava que eu parecia um paraquedas, era só puxar a cordinha e se arreganhava... Achava que eu devia me preservar mais. Esse cara é o meu irmão. Sinto falta dele.
 
Miguel: O homem que mais me incentivou nessa vida. Tudo que eu fazia, ele elogiava. Sempre achava alguma coisa para elogiar. Qualquer coisa que eu fazia ele falava para as outras pessoas do nosso convívio,  mostrava, ele me admirava. E não escondia isso.  Na cozinha, qualquer feijão com arroz ele elogiava e eu sentia prazer em fazer para ele e quanto mais elogiava, mais coisa eu inventava... Sentia ciúmes de mim. Muito. Companheiro que escolhi, ou a vida escolheu para mim, nossa sintonia era muito boa, nem precisávamos conversar, sabíamos qual era a posição que o outro ia tomar, tinha coisas que evitávamos falar pois sabíamos que tínhamos opinião antagônicas, então para que falar? Não íamos mudar de posição mesmo. Era tão teimoso (ou mais) como eu. O convívio com ele me tornou uma pessoa bem melhor. E melhor cozinheira também, kkkkk  Esse homem era meu marido. Sinto falta dele.

A morte levou de mim todos os três. Sou grata por ter tido a oportunidade de compartilhar a vida com eles.
 
Eu sinto falta da figura masculina de peso na minha vida. Um homem a quem eu respeite, admire, para o qual eu tenha vontade de fazer as coisas para agradá-lo. Um homem que faça aflorar o melhor que tenho dentro de mim. Com o qual eu possa conversar, trocar ideias, me aconselhar, falar sobre acontecimentos diários e expor minhas opiniões. E saber as dele. Um homem que eu possa dividir minhas dúvidas, que eu tenha confiança para isso. Um homem para brincar, para rir das situações. Compartilhar uma risada é uma das melhores coisas da vida!
 
Hoje estou muito sensível, essa coisa de dias dos pais fez isso comigo...

 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Rio Paranapanema - junho 2013



Excesso de zelo?

Fui ao Banco do Brasil, agencia na av Brigadeiro Luis Antônio fui na boca do caixa pagar fatura do cartão de crédito. A moça do caixa pediu o RG, não estava com ele e ela não quis receber. Moça, o cartão é meu, sei a senha, a fatura está no meu nome, ou seja, no mesmo nome que está no cartão, qual o problema em receber? Ela responde que tem que ter o documento, detalhe; eu pago a mesma fatura com o mesmo cartão na agencia do Fórum João Mendes sem problema nenhum. E se eu descer no caixa eletrônico vão pedir o RG tbm? Ela não respondeu... Juro que tive vontade de rir, mas não ri, desci e paguei no caixa eletrônico...
 
Será que alguém furta o cartão de outra pessoa para pagar a conta da pessoa furtada?

Arejada

Deixa eu dar uma arejada no Blog, abrir as janelas, ventilar, passar um pano úmido para afastar os ácaros... Dois meses? Puxa, como eu ando desleixada... Venho por aqui para responder um comentário oi outro lá do "MINHA VIDA SEM A VESÍCULA" e penso: depois eu volto e assim vai indo... e dois meses já se passaram...

Bem.... depois eu volto!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Eu levo a sério demais...


Descobri que meu problema maior é que eu levo as coisas muito a sério! Qualquer tarefa, para mim, passa a ser A TAREFA, quero que esteja a altura. quero que seja perfeita. Para mim não basta fazer bem feito, tem que estar mais perto da perfeição possível. Foi pedido um trabalho, minimo de 10(dez) laudas, acha que eu vou fazer 13, 15 laudas? O meu ficou com 33 laudas. Por que eu procurei abranger todos aspectos na minha pesquisa, procurei fechar todos lados e detalhar, para que quem lesse soubesse de todas etapas, entendesse o assunto, como eu entendi depois de fazer a pesquisa, que por sinal demorou muitassss horas.

Será que está tão errado assim? Outra, quando perguntam alguma coisa eu deduzo que perguntaram para entender e eu explico o melhor que posso. Descobri que muitas pessoas perguntam só por perguntar, elas não estão interessadas, realmente, em saber... Elas não levam a sério... E eu perdi um tempo enorme dando o melhor na explicação...

Quando decido fazer algo, vou fazer bem feito mesmo, não vou fazer por fazer, não é da minha natureza fazer algo "meia boca", me empenho, aplico procuro alternativas, preencher todos aspectos. E as vezes as pessoas pedem só o basicão, o meia boca para elas é o suficiente. Esquisito, neh? Para mim é muito estranho fazer o meia boca, fazer por fazer... Não é uma coisa séria...

Eu levo a sério qualquer coisa, se convido para almoçar na minha casa no domingo, com certeza na terça feira já sei o que vou fazer, já decidi o cardápio  na quarta já comprei algumas coisas, na quinta compro o resto, já deixo arrumado o que posso. na sexta até já temperei a carne, dependendo da carne, é claro, uma carne de porco pega melhor o tempero se for temperada antecipadamente. Daí a pessoa me liga e diz que não pode vir... Vou ficar frustrada? Claro,  que farei com todos os preparativos? É a outra situação... 

Uma vez, minha irmã veio almoçar em casa, levantei cedo, preparei tudo, dependia dela chegar para eu finalizar o almoço, e ela nada que chegava, demora, demora... eu com o almoço praticamente pronto, morta de fome e ela nada. foi chegar quase duas horas da tarde. Na minha cabeça isto é um desrespeito, eu levo a sério, se eu convidei para almoçar é para almoçar, eu vou me empenhar, é diferente de dizer: "passa lá em casa" 

Será que eu estou tão errada? 

Relacionamentos: Se é uma coisa passageira, um rolo, um ficar, não esquento a minha cabeça, levo dessa maneira, sem compromisso, pelo prazer do momento, desfrutar da companhia, mas se é para ter um relacionamento mesmo, eu levo a sério! Então vamos combinar de antemão, é relacionamento ou é ficar? Já dizia um amigo meu que: o que é combinado não é caro! Mas as pessoas oferecem o casual e exigem o completo, o pacote. Eu levo a sério qualquer situação, se for casual, será casual na minha cabeça, se é relacionamento, também. Levarei a sério...

Amizades: Se eu sou amiga, eu levo a sério. E as regras básicas para uma amizade é a lealdade, respeito, sinceridade. Eu acredito nisso, se não houver, não há amizade.  Há um arremedo de amizade e isto, para mim, não tem serventia nenhuma. Não entra na minha concepção de amizade. Eu levo a sério! 

Estudo: Decidi estudar, ótimo, Direito? Sim, eu vou estudar Direito, direito. Não vou empurrar com a barriga, faltar na aula? Só quando for necessário mesmo. Eu preciso das aulas para entender a matéria. Tem que ler alguns (muitos) livros, vamos ler então. Quando tenho tempo para isto? À noite, nos finais de semana? Vamos ler então. Fazer o que? Não foi isto que escolhi. Eu vou levar a sério. No ano passado, gastei mais em livros que em roupas, e neste ano estou indo pelo mesmo caminho, e detalhe, eu leio os livros que compro, não é para enfeitar estante, não.

O problema é que da mesma forma que eu levo a sério, eu acho que as pessoas são assim também, então se falam determinadas coisas, eu acredito, pois na minha cabeça (santa ingenuidade) elas estão dizendo por que é sério! Se me falarem, "eu vou fazer tal coisa" eu ACREDITO! Tolinha, eu... Por que a pessoa falaria tal coisa se não fosse levar a sério? Pra que falar, neh?

Como não levar tão a sério?



sábado, 27 de abril de 2013

Representante de sala

Caríssimos colegas, 


Falta pouco para terminar o semestre, sendo assim, acho que está na hora de eu entregar o cargo de representante para outra pessoa no próximo semestre. Gostaria que vocês pensassem com carinho e se oferecessem para essa tarefa.

Aos candidatos, não vou lhes enganar, não é uma tarefa fácil, mas também não é tão difícil... 

Requisitos básicos: 
1) tempo disponível para receber emails da coordenação, filtra-los (por que vem tudo misturado com outras turmas) e repassa-los o mais rápido possível, A coordenação não tem hora para mandar e-mail, já recebi e-mail as 23h40m...
Ahhhhhh as vezes eles esquecem de mandar o anexo, esteja atento para cobrar.

O meu chefe não liga se eu ficar com o e-mail pessoal aberto, espero que o seu tbm não.

2) tempo disponível para responder vários emails por dia, alguns bem simples: Vai ter aula hoje? Outros mais complicados, como por exemplo: Como faço a APS?

3) Requisito extremamente necessário: PACIÊNCIA  è preciso muiiiiiitaaaaa paciência. 
Metade da sala gosta de um professor, a outra metade odeia o mesmo professor... E o representante está no meio, 
 Metade da sala reclama da outra metade da sala e o representante está no meio...
Os professores, por sua vez, reclamam de metade da sala e você está no meio...

Sendo assim é necessário alem da paciência  muito jogo de cintura, por que vc fica em um cabo de guerra, ou melhor:  a corda é você, meu caro candidato a representante

4) esteja preparado para passar os e-mails várias vezes, por que sempre tem um que 'não achou na caixa de e-mail dele"

5) esteja com a matéria em dia, por que vão lhe pedir, com certeza.

6) E prepare-se por que o que mais vai receber é cobrança, e mais cobrança...  Nem no meu trabalho, onde sou remunerada, recebo tanta cobrança. 

Se a nota não está no site, é a você que cobram,
Se o professora falou uma palavra difícil, é para você que vem reclamar,
Se trocaram o dia da online, é para vc que vão chiar.
Se a professora ainda não mandou a matéria, com certeza você é o responsável.
Se tem aula, é por que tem aula, 
se não tem aula, é por que não teve, 
se tem palestra é por que teve palestra,
se não teve, como vão ter horas AC?
Se não entenderam a matéria, é com vc que vão reclamar.
Se tiraram nota baixa, é o representante também...
Se chover, também....

Perceberam o poder que tem um representante? Tudo é culpa dele.

Mas tem algumas vantagens, existem pessoas que reconhecerão o seu esforço. E essas pessoas é que valem a pena a sua dedicação, trabalho e horas que vc poderia estar estudando ou até bebendo aquela cervejinha gelada com uma carninha mal passada...


Gostaria muito que alguém se candidatasse para me dar um refresco.

sábado, 20 de abril de 2013

Somos mais bonitos do que imaginamos - Dove Real Beauty Sketches



Um desenhista profissional, daqueles que fazem retrato falado, sem olhar as pessoas, pediu que elas se descrevessem e ele ia desenhando, depois pediu que outra pessoas descrevesse a retratada, o que as outras pessoas viam é bem mais bonito e próximo da realidade do que a própria retratada se via.  Muito interessante.

Manhã de sábado


Passando pelo centro de São Paulo em uma manhã de sábado ensolarada....

Ainda por cima conheci o artista, muito simpático, sorridente, sem dizer uma palavra em português. É o oriental da fotinho abaixo. 


Ahhhhhhh: O limpador de vidro é real. Esse deve sentir o sabor de estar nas alturas!

Se tiver oportunidade, vá até lá dar uma olhada, é instigante. 
Centro Cultural Banco do Brasil: 
Exposição: Cai Guo Qiang: Da Vincis do Povo
20 de abril a 23 de junho de 2013.
Terça a domingo – 9h às 21h























BIOGRAFIA DO ARTISTA "Cai! Guo Qiang nasceu em 1957 na cidade de Quanzhou, província de Fujian, na China. Formado em cenografia na Academia de Teatro de Xangai, o seu trabalho artístico realizado em diversos tipos de mídia, incluindo  desenho,  instalação, vídeo e performance. Enquanto viveu no Japão, de 1986 a 1995, o artista explorou as propriedades da pólvora em suas ilustrações, investigação que levou à experimentação com explosivos em grande escala. Com conceito baseado na filosofia oriental e em questões sociais contemporâneas, suas intervenções explosivas visam estabelecer intercâmbio entre os espectadores e o universo que os cercam, em que cada projeto tem abordagem específica relacionada à cultura e história do local onde é realizada. Desde 1995, Cai vive e trabalha em Nova Iorque."

terça-feira, 9 de abril de 2013

Apaixone-se


      Ahhhh  a paixão! Sempre pensamos na paixão como um sentimento que une duas pessoas de modo vertiginoso e arrebatador. Perdemos o controle, a emoção aflora, o coração bate mais rápido, a boca seca, as mãos tremem. Uma delicia e ao mesmo tempo assustadora, mas boa, muito boa a sensação. A minha proposta é essa: Apaixone-se! Não necessariamente se apaixonar por outra pessoa, mas por você mesmo, por exemplo. Coloque paixão na sua vida, o que for fazer faça com paixão, com tesão. Com gosto. Não faça somente por fazer. Vai fazer um almoço, não faça um basiquinho, não, voce e as pessoas que vão compartilhar merecem mais, faça com paixão! Vai comprar uma roupa? Não se entupa de sacolas e roupas que provavelmente não vai usar, escolha, apalpe, cheire, sinta o toque, deixe se apaixonar pela peça. Vai comprar um sapato, a mesma coisa, não se deixe seduzir por qualquer par na vitrine. Se envolva, sinta, se apaixone. Vai fazer um trabalho? Tem duas opções, fazer por fazer ou se apaixonar por ele. Deixe ele lhe conquistar. Faça com toda a paixão que for capaz, com certeza a gratificação que vai sentir compensa tudo. 

      Vai estudar alguma matéria, entenda-a, se envolva, viva a matéria, se apaixone por ela. Que delicia vai ser estuda-la! Minha mãe falava que a gente poderia fazer um serviço de duas formas: simplesmente fazer ou fazer com capricho. Hoje aquilo que ela chamava de capricho, eu chamo de paixão. Posso não entender de tudo, mas tudo que me propus fazer eu me dediquei, vivi, me apaixonei. 

       Fiz coisas que a maioria das pessoas acham repugnantes, no entanto eu procurei me apaixonar pelo que fazia. O melhor exemplo é a Necrópsia, abrir um cadáver, tirar todos os órgãos, esperar o médico analisar macroscopicamente as peças, recolher tudo, guardar dentro do corpo e fechar não é um trabalho que pessoas tem como sonho de consumo, no entanto eu posso falar que eu tive vários corações na mão, que vi muitos cérebros e posso afirmar que isto é MUITO, mas muito emocionante. Eu não via só um corpo inerte, via uma criação fantástica de Deus e como é um milagre a vida tendo nós tantos motivos para morrermos. Era um trabalho pesado, desgastante, mas se eu fosse me concentrar apenas nesse lado não iria conseguir nem começar. Então o segredo foi me apaixonar por isso. Me apaixonar pela descoberta, pelo que um corpo pode "dizer" para nós, mesmo sem vida. 

      Pintei a minha casa esses dias atrás, se eu pensasse só na dor de cabeça que isso ia dar, na confusão, no cansaço, nem começaria, porém eu curti cada momento, da idealização, da escolha das cores, da compra das tintas, do pintar, o executar o trabalho, eu mesma pintei tudo, uma amiga me perguntou por que eu não paguei para que pintassem para mim e eu respondi que ninguém ia fazer do mesmo jeito que eu. Por que eu me acho excepcional? Não, por que eu coloquei paixão nas paredes, portas e rodapés. E ninguém colocaria a mesma paixão na minha casa.

      Estamos em semana de prova, e eu não conseguia fazer entrar na minha cabeça uma matéria, aí comecei a pensar o por que disso e conclui que não sido absorvida pela matéria, consequentemente eu não conseguia absorve-la, faze-la parte de mim.  Consegui, eu me apaixonei por ela!
     As vezes peco pelo excesso de paixão, acabo enfiando os pés pelas mãos por abraçar uma causa com tanto entusiasmo, sei disso, mas não consigo evitar, nesses casos prefiro pecar pelo excesso do que pela falta de paixão!
    Para que se contentar com algo morno, sem graça, quando podemos fazer de tudo algo bem mais emocionante, com aquela sensação maravilhosa da paixão. Por que se contentar com iscas quando podemos ter um filé? Por que pensar miudinho? A vida é maravilhosa e muito generosa, temos sempre duas opções, sempre. A opção de fazer por fazer e a opção de fazer com paixão! 

Qual a sua escolha?


sábado, 6 de abril de 2013

Reconhecimento - qual a importância?

         

          Por que é tão importante para nós, meros mortais, o reconhecimento do nosso valor pelas outras pessoas? 
             Nós não sabemos do nosso valor? Não temos plena consciência de nossas qualidades? Não temos confiança em nosso trabalho? Não sabemos quando executamos um serviço com primazia? Não sabemos o quanto nos dedicamos para determinadas tarefas? Então por que temos que esperar e almejar que as outras pessoas nos digam isso? O que as outras pessoas sabem sobre nós que desconhecemos? Por que a necessidade desse reconhecimento? Insegurança? Mas nós sabemos de nós mesmos melhor do que ninguém, nem nossa mãe nos conhece melhor que nós mesmos! 
             Quando executamos alguma tarefa, somente nós, sabemos o quanto nos dedicamos ao resultado. Sabemos o quanto fizemos,  por que então almejar o reconhecimento do outro? Vai alterar alguma coisa no resultado final? Que diferença vai fazer na nossa vida a opinião de uma outra pessoa que em muitos casos não participou em nada na execução? Por que delegamos tanto poder aos outros? Poder sobre a nossa consciência? Poder de derrubar toda o nosso esforço, pois em muitas ocasiões, aquele que não participou não tem a mínima condição de avaliar e avalia mal, afinal não participou da execução! Por quê fazemos isso conosco? Por que nos colocamos a mercê da opinião de outras pessoas? Por quê a necessidade de aprovação? Será que só nos vemos através dos olhos dos outros? Será que se o outro não nos achar bons, nós não seremos? Será que a opinião do outro a nosso respeito é mais importante do que o conhecimento que temos sobre nós? Mas o outro não detém o conhecimento pleno sobre nós e nossas atitudes, como poderia ser a avaliação dele melhor que a nossa própria? Não tem alguma coisa errada na nossa atitude, na nossa necessidade de reconhecimento externo?? 
              E pior, nos frustramos quando o outro, o do lado de fora não consegue enxergar o nosso interior. E nos valorizar. Colocamos uma responsabilidade na mão do outro que ele não pediu e provavelmente não esteja preparado para corresponder. E cobramos, e o outro sem entender nada, afinal, como entender se nós mesmos não entendemos?

Por quê esperar do outro aquilo que nós não estamos conseguindo nos dar, sim, não estamos nos dando o devido valor quando esperamos que os outros nos deem!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Segura a Gerusa - 1

Escrevi um post em novembro de 2012 -  Segura a Gerusa - como ficar de boca fechada e não se intrometer/falar enquanto não for solicitado e vendo o comercial do cartão visa associei este ao post. É bem tipico, representa muito bem o tema do post, o rapaz na loja comprando um presente de casamento para a esposa e escolhe um ferro de passar roupas, a cara da balconista é ótima, percebe-se que ela pensa em varias coisas, principalmente como mulher e a gente pensa junto, acompanha o pensamento dela. No minimo, se ganhássemos um ferro de passar de presente de casamento, atacaríamos na cabeça do infeliz. E a moça, heroicamente, consegue ficar de boca fechada e apenas diz que pagar com visa é bem melhor. Como admiro a moça que conseguiu se controlar e segurar sua gerusa!

Pensamento da manhã chuvosa

Tenho mesmo que levantar desta cama com essa chuva? Aqui está tão bom!

Engraçado que todas pessoas que conversei de manhã falaram a mesma coisa!

sábado, 16 de março de 2013

Stress


Esses últimos dias estão por demais estressantes. 
Acordo por força da responsabilidade, vou trabalhar a pulso. Meu trabalho está exigindo demais de mim e sem nenhuma compensação fica muito difícil a vida. 
Como eu sinto falta da Pitchula nessas horas! Quando ela estava aqui, o dia podia ser o pior do mundo, quando  chegava em casa e a minha pequena cadela fazia toda aquela festa, acabava todo meu stress, como por mágica desaparecia o cansaço, a irritação, as dores. Quando ela estava nos meus braços o mundo podia acabar, estava tudo bem. E me aproximava mais ainda de Deus, agradecia a Ele por ter me dado um alento, um ser vivo que me nutria de bons sentimentos. 
Tenho receio de entrar em depressão, se eu continuar com esta carga que está me consumindo sem alguma coisa boa para aliviar, vai ficar cada vez mais difícil!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Que coisa!

Recebi por e-mail


A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma ideia. Coisas do português.

A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".

Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.

Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.

Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.

Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!"

Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.

Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).

Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!

Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".

Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra  ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou.

Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".

Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.

Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer  coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."

Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.

A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!

Coisa à toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".

Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.

Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda.

Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas".
    
ENTENDEU O ESPÍRITO DA "COISA"  ?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Cansaço

                                 



Estou tão cansada hoje... Não cansada fisicamente, mas cansada de tudo. Cansada de dar tanto murro em ponta de faca. Cansada de tentar ajudar e só levar na cabeça. Cansada de "deduzirem" minhas atitudes e "acharem" que eu estou sendo assim ou assado. Perguntem, não seria melhor? Não seria bem melhor e mais claro se perguntassem? Não, só complicam... deduzem... acham... e reagem sobre o que imaginam que seja. 

Bem feito pra mim que costumo fazer isso com as pessoas, não é mesmo? É para que eu aprenda que vem essa avalanche de coisas? Tudo junto e misturado? Numa tacada só? Estou cansada das artimanhas das pessoas, das mentiras, do jogo que muitos fazem para se darem bem. tem horas que eu sinto um asco tão grande dessas coisas... 

Vamos estudar que é o que temos de melhor a fazer...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Preocupação, perda de tempo

Mafalda e sua característica de preocupação com a humaninade.

Eu me preocupo, ou melhor, eu me pré ocupo. Isto é uma coisa estupida, pois como se pode pré ocupar de alguma coisa? Ocupar é um verbo de ação, no ato, agora, já. Nós nos ocupamos no momento presente, não existe como se ocupar antecipadamente, sendo assim como se preocupar? Eu perco um tempo enorme da minha vida me preocupando e com coisas que na maioria das vezes não acontecem e se acontecem são bem mais benéficas do que eu imaginava. 
Adquiri essa "mania" com meu pai, e engraçado é que eu o criticava por isso. Quantas vezes lhe chamei a atenção por estar preocupado com algo a toa? Varias. Nós morávamos em uma casa em uma avenida bem movimentada e central, nossa casa, alugada, fazia parte de um conjunto de quatro sobrados  geminados, no fundo uma vila com seis casas, se não me engano e mais duas casas ao lado e um terreno desocupado. Resumindo, se todas as casas fossem vendidas daria para fazer um prédio enorme no local. Uma época uma grande construtora quis comprar e um dos proprietários se recusou e "melou" o negócio. Passou o tempo e o peso da provável saída ficou. E meu pai se preocupava muito, uma vez por ano ele vinha com a historia de novo: e se for vendida a casa, como nós vamos fazer? Nós tínhamos um comercio ali e vivíamos disso. Moramos naquela casa uns trinta anos, meu pai foi morar no interior e já morreu há quatro anos, todos os outros proprietários já morreram também e as casas continuam exatamente no mesmo local! 
Todo ano, na época do reajuste do meu aluguel eu sinto essa mesma insegurança... (Não, ainda não é época do aumento do aluguel, estou escrevendo por causa de outro motivo!)
Na época que me casei e fui morar no interior eu me preocupava demais com a minha irmã que tinha ficado aqui em São Paulo, as vezes não conseguia dormir por causa da preocupação. Uma noite parei e pensei: Se eu me preocupar ou não, vai fazer alguma diferença? O que tiver que acontecer não vai acontecer do mesmo jeito? Por que me preocupar então? E não me preocupei mais e dormi.
No meu trabalho está acontecendo uma mudança, uma descentralização. É uma mudança necessária, é muita gente para ser atendida em um espaço pequeno, Não existe condições físicas seguras para atender tantas pessoas e acaba gerando um stress, uma irritação nas pessoas e em nós também. O que vai acontecer? Não sei, e estou me preocupando. E pergunto: Por que? Será que vai ser ruim? Pode ser que seja muito bom! Mas essa tal de insegurança que domina. Por que será que temos a mania de pensar sempre pelo lado pior primeiro? Por que eu não penso pelo lado positivo? Será que sou só eu? Que a influência do meu pai é tão importante assim ou é a influência de tudo que nos cerca? E o engraçado que sou uma pessoa tida como corajosa pelas outras. Muitos elogiam justamente a minha ousadia, a minha iniciativa de meter as caras em situações que outros vacilam. De me atirar, me jogar. Lembro da minha primeira palestra, a minha vontade era sair correndo. tremia, a boca secava, mas fui, enfrentei e a maioria das pessoas que conheço não consegue falar em publico de jeito nenhum. A primeira vez que peguei um carro sozinha, sai para a estrada, a noite e chovendo, precisava, não tinha jeito e eu fui. Tenho amigos/amigas que  não pegaram o carro até hoje. 
Por que me preocupar? Eu vou dar conta, eu vou conseguir e se não conseguir eu vou pedir arrego e tentar outra alternativa, não é assim a vida da gente? Já passei por tantas coisas nessa vida, três enchentes, perda de tudo dentro de casa (até as fotos de casamento), por doença, sequela e morte de marido. mudança de 180° de vida três vezes, pelo menos. E consegui sobreviver. Por que me preocupo? Boba eu...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ouvir, como ouvir.

Um dia eu li um texto que tinha uma frase que me chamou a atenção: "Você está ouvindo ou esperando a sua vez de falar?". É um texto muito bom, não tenho o link agora, mas se perguntar ao tio Google ele vai responder facinho, facinho. (*Jairo Siqueira) Falava sobre as pessoas não ouvirem realmente as outras. As pessoas tem uma necessidade muito grande de serem ouvidas e não tem ouvidos suficientes para atende-las. 
Hoje conversava com uma pessoa sobre ouvir, ou melhor, sobre o não ouvir e ela dizia que as pessoas têm necessidade de mostrarem que sabem, por isso falam mais que ouvem, interrompendo as pessoas quando falam e eu fiquei pensando que eu peco mais ainda, quero completar as palavras do "falante". Antecipo-me e respondo até mesmo antes da pessoa completar o pensamento. Acho que sou uma péssima ouvinte! Pois muitas vezes o que eu penso que a pessoa ia dizer não é bem aquilo, rsrsrs

“Quando você fala, você repete o que você já sabe; quando você ouve, geralmente aprende algo” –Jared Sparks

Quem ouve aprende mais... 

Quando vamos ouvindo, vamos tentando chegar ao final antes que a pessoa acabe de falar. Queremos adivinhar o que vem depois, queremos saber aonde a pessoa quer chegar. Por que? Talvez por que não temos paciência suficiente para ouvir o outro, ouvir os "mínimos detalhes" que o falante quer contar. Queremos chegar logo ao fim da história e resolver a questão. Por que sabendo de antemão o final teremos o "poder" nas mãos. Nosso tempo é pouco e tentamos ganhar tempo? Será isso? Será que é falta de paciência mesmo? Será arrogância mesmo, achando que sabemos mais?

Não prestamos atenção o suficiente no que a pessoa está falando, mas por que ela está falando aquilo. E o que ela não está falando, o que ela está pensando. Ficamos tentando ler o que está escrito nas entrelinhas e perdemos o principal.

Coitados dos idosos, são os mais  rejeitados, por que as pessoas não tem paciência de ouvi-los. Além do mais tendem a repetir as mesmas histórias, consequentemente mais interrompidos vão ser.

Ou será anda que nosso egoismo não nos permite ouvirmos, queremos apenas que nos ouçam?

Acho que é o TEMPO  o responsável, ou melhor a nossa FALTA  de tempo? 

Vou pensar mais, ouvir meus pensamentos, quem sabe entendo melhor tudo isso...

sábado, 26 de janeiro de 2013

Menos é Mais - Projeto 2013

Fotos de  Personal Organizer - Bagunça Nunca +



Menos é Mais, esse é o nome do meu projeto de vida iniciado no final do ano passado. Estou eliminando tudo aquilo que eu não uso mesmo. Diminuindo para o minimo necessário. Consegui eliminar um guarda roupa de seis portas, literalmente. Hoje as Casas Andre Luis vieram busca-lo. Isto quer dizer que tudo o que estava lá dentro dele ou coube no outro ou foi doada. Detalhe: o outro armário tem duas portas, grandes, mas duas portas somente.
Esse projeto é a longo prazo, não dá para fazer de um dia para outro. Tem que desapegar de alguns conceitos. Tem que ser radical em certas atitudes; olhar para uma peça com olhos críticos e "de fora" e avaliar se a tal vai ser útil de verdade um dia, se realmente vai usá-la e se não vai ser mais útil para outra pessoa do que para a gente. E desapegar. Deixar a peça ganhar a rua e "fazer a vida". Ser feliz ao lado de um novo proprietário  Quando abrimos espaço na nossa vida, quando tiramos algo, desocupamos um lugar que poder ser ocupado por outra coisa que nos dê mais motivação. (Assim também é com as pessoas). Deixar sair aquilo que já não preenche nossos requisitos, que não estamos fazendo uso. 
Abri mão do computador recentemente e por incrível que pareça não senti um pingo de falta dele. E deve estar sendo útil para outra pessoa com certeza. E assim vai abrindo caminho para outras coisas...

Como me sinto depois de ter conseguido me desapegar e diminuir as coisas aqui dentro de casa? Bem mais leve. Me sinto mais forte: eu estou vencendo meus desafios pouco a pouco e a cada passo que dou me sinto melhor. É como um desses joguinhos que vamos passando as fases. Quando termina um desafio, passamos a fase mais difícil, e assim sucessivamente. Quando estamos preparados passamos para a outra etapa.

O difícil mesmo é começar, e o começo não é quando colocamos a mão na massa, mas sim quando nos decidimos a fazer, esse é o começo de tudo, nossa decisão firme de colocar uma nova atitude, um novo estilo, um novo aprendizado, em pratica.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Simples

Desapego.


Imagem Pinterest

Uma das minhas prioridades neste ano é chegar ao "mínimo necessário". Quero conseguir me organizar de tal forma que dentro da minha casa só tenha aquilo que realmente eu uso atualmente e nada do que "poderia usar um dia". Roupas: peças básicas, práticas e usáveis. Nada daquelas que a gente usa uma vez só na vida e depois fica ocupando espaço. Sapatos, a mesma coisa. Bolsas, tbm. Cremes? um para o corpo, outro para o rosto. Perfumes? Aqueles quatro que gosto e uso direto. Maquiagem? Aquela que estou usando no dia a dia. Comprar? Somente quando estiver no fim. 
Roupa de cama, de banho, também. o minimo necessário e bem praticas. Na cozinha, para quê aquele monte de potinhos de plastico? Básico, básico  É assim que vai ser daqui para frente. Estou em uma campanha ferrenha para tirar tudo que é supérfluo dentro de casa. Ainda tem muita coisa, mas tem coisas que demoram mais para sair. Tem outras que precisam ser substituídas por outras mais práticas para poderem ser descartadas. Entrar uma nova para saírem três... 
Há anos que venho tentando chegar a esse objetivo: o minimo necessário  acho que este é o ano da concretização. Uma ocasião visitei meu primo e a casa dele é hiper arrumada, não tem nada fora do lugar e eu perguntei como ele conseguia e ele me respondeu que só tinha o que usava, que não guardava nada que não usasse. Nenhum parafuso para o dia que precisasse e eu ainda retruquei: "e se precisar?" Ele respondeu que compraria pois se tivesse um monte de parafuso guardado com certeza quando precisasse não teria do tamanho adequado e teria que sair e comprar, portanto teria sido desnecessário  ter guardado. 
Já me desapeguei de tantas coisas, muitas mesmo e agora só resta a conclusão. 
Livros, eu já me desapeguei, deixei os da doutrina, porque são necessários para Exposição na Casa Espirita e os de Direito, que são necessários. Os outros eu doei todos, pois enquanto para mim ficam só pegando poeira na estante, para outras pessoas podem ser uteis. Então vamos fazer com que a energia circule. Que o conhecimento se espalhe. 

Vou chegar lá.