domingo, 21 de agosto de 2011

Apegos - Móveis de estimação



Existem pessoas apegadas a outras, existem pessoas apegadas a animais. Eu já fui uma dessas, eu era muito apegada a Pitchula, porém não deixava de viver por causa dela, eu tentava ajeitar a situação, fazia as coisas de tal forma que colocava ela na minha vida, sem contudo deixar de viver. Só que no caso eu tinha retorno. A Pitchula me dava muito amor e companherismo. Ela era uma parceira. Tinha retorno!
E existem pessoas apegadas a objetos materiais. Apegadas a casas, carros, objetos materiais. Objetos que se estragam, envelhecem, quebram, apodrecem e não dão retorno.

Eu achei ótima aquela propaganda de móveis de estimação. Será que as pessoas vendo esse comercial podem fazer uma pequena analise de suas próprias vidas e perceberem como estão seus relacionamentos? Veja o protagonista do mesmo, chega sozinho em casa, não tem quem o receba, e sua interação é com uma cadeira... Poderia ser a televisão, a poltrona da sala, o fogão da cozinha, qualquer objeto. É uma casa feia, velha e sem graça e ele só tem a cadeira para interagir. Triste não é mesmo?

Eu conheço varias histórias de casais que não se separam para não terem que dividir os bens. Não terem que sair do seu apartamento, da sua casa, da sua empresa e começarem uma vida nova e vão se arrastando em um casamento patético, uma relacionamento esquisito, no qual ninguém da família é feliz, somente para não largarem seus "móveis de estimação". Triste. Muito triste! E assim vão envelhecendo, e cada vez mais apegados a esses "móveis de estimação". Sem se darem conta que  a vida está passando, e eles envelhecendo e morrendo aos poucos junto com seus apegos materiais. 

Mas fazer o quê, não é mesmo? Cada um se apega naquilo que lhe apetece. Eu prefiro me apegar nas pessoas. Hoje eu não tenho meu "pequeno apego de pelos". Infelizmente!

E graças a Deus não tenho apego a nada de material! Gosto dos meus objetos, gosto, eles me são úteis, são, mas se precisar me livrar deles por algum motivo não vou sofrer. Eu tenho o mais importante: a Vida, dadiva maravilhosa que Deus me deu e com a qual eu posso adquirir outros objetos, conseguir tudo de novo.

Viver é correr riscos!


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