quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

E o corpo, para onde vai?



A perda de um amigo peludo já é uma dor horrível, mas ainda temos mais um problema a resolver, para onde vai o corpo? O que fazer com o corpinho do animal?

No caso da Pitchula, ela ficou no HOVET-USP.  A prefeitura de São Paulo vai lá e recolhe os corpos que são incinerados

Quando ela começou a ser tratada lá eu assinei um termo que os autorizam usarem o corpo para estudos. Pode ser usado em aulas. Apesar de que a maioria não é usada, eles dispõem de mais material que necessário.
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Algumas clinicas particulares ficam com os corpos, cobrando uma taxa do proprietário, os quais são recolhidos também pela Prefeitura.

Muitas pessoas enterram nos quintais ou em terrenos desocupados, mas não é recomendável, pois favorece o surgimento de doenças. Contaminando o solo e água. 
A mesma coisa se colocarmos no lixo comum, irão para locais inadequados, provocando contaminação e proliferação de doenças.

Existem cemitérios particulares para nossos animais. Eles dispõem de cremação também.






Em São José dos Campos é só ligar que eles (Prefeitura) vão buscar: Recolhimento em casas - (12) 3908-6012, 3908-6025, 3908-6026 e 3908-6027

Em Tubarão SC: secretaria de Serviços Públicos (3621-9064)

Para encomendar caixões em Bauru
Marcenaria de José: Rua Alfredo Ruiz, 4-38. Telefones: 3011-4764 / 8159-8336  Bauru SP

Cemitério de cães e gatos de Botucatu: Rodovia Antônio Butignoli, km 1, Rubião Jr. Telefones: (14) 9775-2898 / 8155-1836

Prefeitura Municipal de Curitiba: 156 Em Curitiba é só ligar que a prefeitura recolhe 



Obs: Informações pesquisadas na Internet

Eu, pessoalmente, tenho uma relação bem resolvida quanto ao corpo, ao invólucro que envolve a alma, Matéria é só matéria. O espírito, a alma, a substância não está mais ali, não tenho propensão a ficar cultuando os despojos, mas isso sou eu, para outras pessoas é diferente.

*Em tempo: Segundo o Murdock no Rio de Janeiro tem  cemitério para animais em Ilha de Guaratiba

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Dor versus alivio versus saudade

O que eu estou sentindo? É uma mistura de dor mais saudades mais alivio. 
Como dói a dor da separação! Estou tentando aprender a me separar da Pitchula faz 5 anos, desde que ela teve o primeiro Edema por causa do coração. 
A cada descoberta, a cada doença nova fui convivendo com a possibilidade da separação definitiva. Nesses cinco anos foi embora meu irmão e meu pai, talvez esse trabalho da separação dentro de mim tenha sido muito util nessas situações. 
Quando eu falo que Deus colocou a Pitchula no meu caminho para que eu aprendesse a ser uma pessoa melhor; alguns acham que é exagero, eu não.
Alivio, por que alivio? Eu ficava com muito medo que ela morresse sozinha, agonizando, sofrendo. Nos ultimos dias, quando eu ia trabalhar, doía muito imaginar que ela ficava sozinha e pudesse precisar de mim e eu não estaria aqui para acudi-la, ampara-la.
Como a pequena não conseguia comer, ela ia definhar, definhar e não merecia morrer desse jeito. Quando eu tomei a decisão foi muito difícil, mas depois que vi o estado que estava a garganta dela, sobrando um espaço tão pequeno, entendi por que nem água ela estava conseguindo beber e admirei ela mais ainda por ter sido tão forte e ter enfrentado aquela doença horrível sem lamentações. Fazendo festinha para nós, mesmo estando tão mal. Demonstrando que estava bem melhor do que a realidade. Uma guerreira mesmo a minha pequena!
Senti alivio pois eu decidi pela partida tranqüila, sem sofrimento, estando ao lado dela, amparando-a.
Saudades, como dói a saudade...

Pitbull e o gato

video
Recebi por email.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ministro do Turismo?

"O deputado Pedro Novais (PMDB-MA), futuro ministro do Turismo no governo de Dilma Rousseff, anunciou no fim da tarde desta quarta-feira, 22, que devolveu aos cofres da Câmara o dinheiro usado por ele para pagar um motel em São Luís. "O deputado, verificando o erro da inclusão indevida da nota fiscal, pediu que a mesma fosse retirada do lote de indenização e ressarciu o valor aos cofres da Câmara. O erro foi corrigido", disse, em nota, seu chefe de gabinete, Flávio Nóbrega. A nota fiscal não está mais no site da Câmara." Noticia 

Uma noitada no Motel com mais 14 casais, que custou $ 2156,00 até que não foi tanto, mas para São Luis deve ser uma nota. 
Futuro Ministro do Turismo, não, não é do turismo sexual não... Mas bem que poderia ser Ministro da Saúde, um senhorzinho de 80 oitenta anos com todo esse vigor? Poderia dar a receita, ou ele está seguindo a receita de um outro ministro, "Fazer sexo ajuda. Cinco vezes por semana está bom." De José Gomes Temporão, ministro da Saúde, ensinando aos brasileiros como é que se combate a hipertensão.

domingo, 26 de dezembro de 2010

170 cobras venenosas escapam de serpentário


Do Globo
"Cento e setenta cobras venenosas escaparam de um serpentário de Santa Cruz da Esperança, a 50km de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O registro do sumiço foi feito  na sexta dia 24,  mas o responsável pelo local disse que as jararacas e as cascavéis desapareceram na terça-feira."

O perigo é serem confundidas com as que já estão soltas por aí... 

As 170 são venenosas, mas o veneno já foi recolhido para fazer soro. As que vivem soltas continuam destilando o veneno.

Natal em Familia

Todo final de ano eu escrevo uma carta para Deus como se estivesse no final do ano seguinte e agradeço a Ele por tudo aquilo que pretendo alcançar no ano. Para quem não leu o post com o link acima, explico melhor, escrevo hoje com a data de dezembro de 2011 e agradeço tudo como se já tivesse alcançado, (o que provavelmente acontecerá no final de 2011, só estou antecipando os acontecimentos, hehehe). 
Assim: se quer uma casa nova escreve: "obrigado por eu ter comprado a casa nova" e assim por diante.
Bom, nessa semana eu abri a minha do ano passado só que ela estava datada com o dia 27 de dezembro então fechei de novo, afinal ainda não tinha acabado a chance de ter tudo realizado, mas é lógico que li alguma coisa; "curiosidade seu nome é Silvia". E uma das coisas que li foi: "Obrigada pelo Natal em familia". Para quem, como eu, que não tem mãe e não tem filhos o Natal fica muito esquisito. Ou vamos para a casa de amigos, e ficamos meio dispersos nas familias dos outros, ou ficamos sozinhos. Eu tinha a Pitchula, então ficava mais difícil ainda, não podia deixa-la sozinha e ficar fora de casa. 
Esse ano, sem a pequena cadela me senti muito desolada. 
No entanto foi o melhor Natal dos últimos tempos; eu tive um Natal em Familia! Eu tive uma familia que me acolheu, me envolveu e me absorveu! Maravilhoso! Feliz!
E eu vou poder agradecer a Deus, de fato, pelo Natal em Familia!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pesadelo

As vezes, quando estou voltando para casa, penso que tudo não passou de um pesadelo. Quantas vezes imaginei que ia chegar em casa e não ia encontrar a Pitchula, procurava ir me acostumando com a idéia, mas era apenas imaginação e ela estava me esperando... Eu suspirava aliviada. Hoje volto para casa e bem que gostaria que tudo fosse apenas imaginação e que ela estivesse aqui.
E eu faço de conta... faço de conta que ela está no quarto debaixo da cama; faço de conta que ela está na cozinha... Se vou na cozinha e ela não vai atrás como fazia, faço de conta que ela está dormindo na sala.
E assim vou fazendo de conta... Só minhas lágrimas que não são de faz de conta... 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Dor animal

Clinica da dor e cuidados paliativos do HOVET USP







No Hospital Veterinário da FMVZ, o questionário é aplicado uma vez a cada semana, em animais que pertencem a um grupo específico, já submetido a triagem e que recebe os cuidados paliativos. Os animais desse grupo são vítimas de câncer ou portadores de dores crônicas.


Questionário
Perguntas feitas pelos veterinários da FMVZ aos proprietários de animais atendidos pelo grupo de dor e cuidados paliativos

1. Você acha que a doença atrapalha a vida do seu animal?

2. O seu animal continua fazendo as coisas que gosta (brincar, passear...)?

3. Como está o temperamento do seu animal?

4. O seu animal manteve os hábitos de higiene (lamber-se por exemplo)?

5. Você acha que o seu animal sente dor?

6. O seu animal tem apetite?

7. O seu animal se cansa facilmente?

8. Como está o sono do seu animal?

9. O seu animal tem vômitos?

10. Como está o intestino do seu animal?

11. O seu animal é capaz de se posicionar sozinho para fazer xixi e cocô?

12. Quanta atenção o animal está dando para a família?


Serviço
O Hospital Veterinário da FMVZ fica na Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, Cidade Universitária, São Paulo. O telefone é (11) 3091-1248 / 1364.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Eutanasia

Tomei a decisão mais difícil da minha vida. Levei a Pitchula para ser eutanasiada. Demorei para decidir, sofri muito para chegar a isso. Chorei demais, muito mesmo, mas quando eu vi que nem água ela estava conseguindo beber não achei justo mantê-la  e deixá-la sofrendo; morrendo de inanição e asfixia. Do domingo para segunda feira a respiração dela estava muito ruim, mal conseguia respirar. Durante a noite tossiu muito, teve diarréia. Não comeu nada. A noite, quando cheguei, nem na água tinha mexido. Era complicado para tomar os remédios.
Por outro lado, ela estava bem, fez festinha comigo, com minha irmã, com Elisa e com o "homem que me sorri com olhos". Parecia bem, passeou. Cada vez que eu pensava em tomar uma decisão, ela se mostrava bem. Terrível isso, parece que a gente é que está agourando.
Bom, ontem pensei bem e depois da noite insone e depois de ver que nem água ela conseguia beber, decidi. Cheguei em casa depois do almoço, dei o remédio de dor para ela, liguei para o "homem que me sorri...". E ele veio nos pegar e levar para a HOVET-USP. Eu podia ir sozinha, mas tive medo de não conseguir, ele foi ótimo, deu todo apoio que eu precisava. Ele tinha esperança que ela melhorasse. 
Quando chegamos no Hospital, a Drª Vera veio ao meu encontro e não fez muita pergunta, disse que estava esperando que eu me decidisse, mas que a partir do momento que a Odonto disse que não tinha jeito, já sabia que era isso que tinha que ser feito.
Nos levou até uma sala diferenciada das outras. Acolhedora,  com uma cor diferente, com um altar e varias fotos e cartinhas em um mural. Colocamos a Pitchula na maca, o Milton, o enfermeiro colocou o soro nela, ela ficou quietinha, e a médica aplicou o anestésico, ela adormeceu, imediatamente, com a cabeça nas minhas mãos,  não sei se aí ela já tinha ido, pois não apresentava mais nenhum movimento, depois aplicou o Tiopental. E acabou. Ela foi embora. Chorei muito, mas um choro diferente, já não era aquele desespero, era saudade já. 
A média abriu a boca dela para vermos o tamanho do tumor, pois até naquela hora não tínhamos visto direito. Estava enorme. Quase fechando a garganta, tinha uma passagem tão pequena, que não daria mesmo para passar alimentos. Um grão de ração era enorme para o espaço, sem falar que qualquer coisa deveria machucar muito. 
Eu tinha conversado com a Ceila, minha colega de trabalho, que teve que fazer isso recentemente e ela tinha me dito que depois sentiu um grande alivio. eu não acreditei que poderia sentir isso, mas agora eu falo que estou me sentindo aliviada, alivio por que se não tivesse tomado esse caminho a Pitchula ia sofrer muito, pois com certeza ela morreria por obstrução das vias respiratórias. Já pensou se ela morre sozinha enquanto eu trabalhava? Eu não me perdoaria. Acho que era esse o meu desespero, não poder ficar direto com ela. Não poder aliviar a situação. Não poder proteger ela disso tudo. Mas eu pude proteger dessa dor maior, morreu tranqüila, dormindo, sem aquele pavor de dor.
Quando acabou e eu olhei para meu acompanhante, ele estava com o rosto molhado pelas lágrimas. Me surpreendeu. 
Voltar para casa foi difícil. A casa esta vazia. Eu estou só, sem minha companheira de todas as horas. Eu estou me sentindo orfã.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Hoje sou feliz

Pitchula comeu hoje um pouquinho. O homem que me sorri com os olhos trouxe filé de peixe da feira para nós. Dei para ela que comeu um pouco cru mesmo.
Provavelmente lembrou dos velhos tempos no rancho que comia peixe cru junto com os gatos. Na primeira gravidez dela, ela comeu muito lambari fresquinho, pescado na hora. Tínhamos o cuidado de limpar e fazer filezinho para ela e comia com o maior gosto, como se fosse uma gata mesmo.
Ela está quietinha, mas já interagiu com  gente, fez festinha, passeou. Está tranqüila, não parece sentir dor. 
Não está apática, só quieta. Tossiu pouco. 
Eu estou bem agora, de manhã chorei muito. Agora estou mais tranquila também, afinal eu sempre falo que Deus não desampara não é verdade? Então tenho que acreditar nisto mais do que nunca. 

sábado, 4 de dezembro de 2010

A dor de uma separação

Quando eu era criança tive que aprender a conviver com a separação da minha mãe. Ela teve câncer de mama em uma época que não tinha recursos e a agonia dela durou três anos. Tirou uma mama, depois a outra e não tinha mais jeito, já se alastrado para o pulmão. Até hoje sinto um buraco enorme na minha vida.
Meu pai casou de novo e eu tive uma segunda mãe. Também tive que acompanhar a agonia da doença e da separação. Ela teve um AVC e ficou em coma 40 dias. Não sabia se pedia para Deus um milagre ou se pedia para Ele leva-la embora mais rápido. Dói pra caramba.
Depois foi meu marido, AVC também, depois uma queda e hemorragia cerebral. Outra agonia.
Três anos atrás, meu irmão foi embora também, mas foram mais dois anos de agonia, câncer no pulmão, quimio,  dor e a morte.
Dois anos atrás, meu pai, depois de sofrer muito com o câncer na garganta, sem poder comer, emagrecendo, definhando. Uma agonia lenta e dolorida.
Agora a Pitchula! Dói muito. As pessoas podem até dizer: "É só uma cachorra" mas não é só isso. É a minha companheira, minha parceira. Choro pela separação dela, choro por que vou ter que aprender a conviver com a ausência dela. Sofro por que não vai ter um ser me esperando quando eu chegar da rua, ficando feliz em me ver.
Sofro por todas essas perdas que tive nos últimos anos. Sofro por todos que já perdi.
Quem pode entender? Quem já perdeu também. Quem já passou por situações desse tipo é que pode entender o que estou passando.
Um dia todas as pessoas perderão alguém, seja de repente, seja lentamente como foram as minhas perdas e todos que tiverem sentimentos dentro do peito sentirão o que estou sentindo; dor, muita dor. E a unica coisa que peço é compreensão e colo, se possível, onde eu possa derramar minha lágrimas e me sentir acolhida.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dar e Receber

Ninguém dá aquilo que nunca teve. Ninguém dá aquilo que não aprendeu a receber. 
Triste, muito triste....