domingo, 1 de agosto de 2010

Tempo para ser feliz

A Pitchula para na porta do quarto e me chama para brincar. Nossa brincadeira é na cama, ela foge de mim e quer que eu tente pegá-la. Corre para um lado da cama e eu cercando com os braços, ajoelhada no chão.  Ou dou o ossinho palito e ela me provoca para que eu tente tirar dela, daí ela rosna, valente que só É uma festa, dura pouco, pois ela logo se cansa; o coraçãozinho dela pede arrego, percebo que ela sente falta de ar; a lingua se azula. Depois eu chamo, fazendo sinal com as mãos e ela vem "engatinhando" e se enrosca nos meu abraço. 
São alguns minutos, tão poucos, mas deixam ela feliz. E eu também.

Quando estou com ele, dedico meu tempo a ele, deixo o computador de lado, deixo a louça sem lavar, deixo tudo de lado, aproveito o tempo para ser feliz!

Lembro da minha mãe, uma briga constante do meu pai com ela era a noite por causa da louça na pia, ela queria lavar e ele queria que ela desse atenção a ele. Os dois já estão mortos, devem ter perdido a oportunidade de se curtirem mais, pelo menos, para mim, serviu de aprendizado. 

Essa semana, um conhecido reclamou que depois que o filho nasceu a esposa não tem mais tempo para ele. Depois o sujeito acha alguém que lhe dê  atenção e "crucificam" ele.
Outro, pais que chegam em casa do trabalho a noite e não dão atenção para os filhos, não precisa muito tempo, as crianças se contentam logo, é só uns momentos, mas que podem fazer tanta diferença ao longo da vida. 

* O que eu estou procurando aprender é não dar tanta importância a coisas pequenas que "roubam" o meu tempo de ser feliz.

Um comentário:

  1. É verdade, eu pensava o mesmo da minha cachorrinha, dando atenção quando podia, pegando uns minutos pra dar uma volta com ela na rua. No final eu já tinha que subir os três andares do prédio com ela no colo mas valia a pena, e era um pastor alemão. Quando ela morreu o veterinário disse que o certo é fazer em vida e que nós fizemos muito por ela.

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