terça-feira, 25 de março de 2008

DIVIDIR A COMPANHIA COM CÃES

Por causa de um email comecei a pensar em como é engraçado e complicado os namoros de pessoas que tem e convivem com cães. Ainda mais nesse tipo de convivência tão próxima como a minha e da Pitchula. Cães são ciumentos, não gostam de dividir seu dono com outra pessoa, ainda mais se existe algum relacionamento emocional ou sexual. Um veterinário me contou que perdeu a última namorada por causa dos cães, eles não a deixavam chegar perto dele, dormir junto então era uma luta, afinal eram dois labradores e eles dormiam na cama dele. Apesar que aí também acho um certo exagero, grandes...
Eu tive um namorado, o qual, diga-se de passagem, amei muito; ele disse uma vez que a Pitchula precisava se adaptar a ele, se resolvêssemos ficar juntos mesmo, mas retruquei que ele é que tinha que se adaptar e não ela. E é por aí mesmo, não peça para quem tem cão escolher, você pode não gostar da resposta...
Outro dia eu estava lá no HOVET-USP esperando e observando um casal, era nítido que a moça estava lá por obrigação, para acompanhar o namorado e o cão, ela não conseguia disfarçar a insatisfação. Se para mim era visível, imagina para o namorado que convive com ela. Chato isso...
Por mais que a gente ame um companheiro, ele tem que gostar das principais coisas que a gente gosta, se não gosta da nossa mãe, já é ruim, mas ela nem sempre convive na mesma casa com a gente, mas o cão é nosso companheiro, e era único até aparecer a pessoa. Complicado!
Lembrando que tem todos aqueles incovenientes: pelos, não poder ir viajar, dormir fora é dificil, passeios com os animais, idas ao veterinário, no meu caso, constante, pet shop, e outras.
E a situação inversa também é muito complicada: como se separar do parceiro sem perder a "guarda" do cão? Quando eu era casada, algumas vezes pensei em separar e repensei no mesmo instante por causa da Pitchula e do gato (de quatro patas...) Desistindo em seguida, eu não tinha como ir embora e carregar os bichos, então ficava.

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