quarta-feira, 31 de outubro de 2007

PASSEIO

Cachorro é "tudibão". Você sai para passear com um cachorro, ninguém fica indiferente! As pessoas olham para o cachorro com simpatia, umas sorriem, outras até arriscam um comentário, outras olham com aquele ar de desaprovação. Mas ninguém passa indiferente. Teve uma vez uma menininha, com o pai, que virou e falou --Pai que cachorro feio!!! O homem ainda tentou disfarçar, mas a menina foi enfática; sinceridade infantil... Os outros donos de cachorro cumprimentam, afinal somos parceiros! Encontro senhorinhas que vem conversar, dizem que tem, ou teve, um assim, assado; outros perguntam: Ela é velhinha? Esses dias teve uma que virou para mim e perguntou se eu não queria dar a Pitchula para ela, respondi que se ela soubesse o trabalho que tenho com a cachorra, ela não ia querer...( se eu falasse no amor que a Pitchula me dá, ela ia querer, não sou boba!) Ontem conheci uma senhora na rua que veio conversar, contou a historia dela, mora em Salesópolis, aquela cidade que o rio Tietê nasce e ainda não é essa sujeira. Bem ela acabou indo morar num sitio por causa dos cachorros dela, e me falava de um, depois de outro, até que perguntei quantos ela tinha, 200.. isso mesmo: por volta de duzentos! Nem ela sabe o total!
Por força do meu trabalho, vou passear com a Pitchula as cinco e pouco da manhã, pensam que eu não encontro ninguém? Imagina, tem vários donos de cachorro que encontro nessa hora. E conforme o lugar que estão, já sei se estou no horário ou atrasada! Ou a noite, lá pela meia noite, a Pitchula não faz nada dentro de casa e como toma diurético não posso deixar ela sem levar na rua muito tempo. As pessoas devem achar que eu não faço mais nada na vida, pois pelo menos três vezes por dia saio com ela, sempre dou um jeito!
Fico pensando quando eu não tiver mais ela, minha vida vai ficar bem vazia...

sábado, 27 de outubro de 2007

EMOÇÃO


Iniciei esse Blog sem grandes pretensões. Eu lia Noblat, que sugeriu HTP, gostei das meninas, comecei a ler direto; humor gostoso, que me direciona ao Cirilo, rapaz inteligente...No Noblat de novo, me direciona ao Meritíssimo, ele não gosta que eu chame ele assim lá no espaço dele, mas é gostoso chamá-lo desse jeito, sabe um quê de intimidade? E além do mais, segundo o dicionário, é um adjetivo que significa 'muito merecedor'. É um elogio, não só uma forma de tratamento... Ele escreve de um jeito leve, mas honesto, vejo-o como um homem muito digno.

A Anacarmem me ensinou o que era um blog. foi me dando uma vontade de escrever, colocar, minhas idéias, minhas opiniões, e sem pretensão nenhuma, diga-se de passagem, era como mensagens em garrafa jogadas num mar, a Internet é tão vasta quanto o mar...

Logo que comecei, a Pitchula ficou doente, então esse espaço acabou se tornando uma válvula de escape, por que não é fácil você ficar falando de sua cachorra doente para os amigos, tem hora que nem o mais compreensivo aguenta...

Cirilo me ensinou como ter um leitor de feeds, ficou mais fácil, não preciso ficar indo de um em um, me proporcionando mais tempo e "vício".

Tenho aprendido muito, tenho me emocionado, é diferente de salas de bate papo, de sites de relacionamento, aqui as pessoas são verdadeiras, colocam para fora, sem medo de julgamentos as suas opiniões, suas crenças. É muito gostoso quando eu leio um post e comento sobre ele e o autor me responde, o meu comentário passa a ser importante para ele também; assim como o post dele foi para mim! Hoje fiquei triste, o sogro da Rosana faleceu. Mas também me emocionei muito, por isso o título. O Meritíssimo, opsss; o Juiz Carlos Zamith Junior colocou meu blog no blogroll dele, eu estava lá olhando e quando eu vi Pitchula me assustei, será que sou eu mesma? nossa...Me senti "tocada", é muito gostoso mesmo. Beijos no coração dele por ter me proporcionado esse momento.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

HAY OTROS


Esse texto da Danuza Leão foi publicado em 31/03/2002 na Folha de São Paulo



Hay otros

Quando o telefone toca e a secretária diz que é seu patrão que quer falar com você, qual o primeiro e (único) pensamento que lhe ocorre? “É a demissão” —claro. Depois da conversa, ótima, você volta a fita, raciocina e se dá conta de que, se fosse para lhe demitir, ele mandaria outra pessoa. Elementar, mas não adianta: todo mundo é inseguro, mesmo aqueles que dão a impressão de serem os mais seguros do mundo.
Só se é seguro com coisas que tanto faz; mas, quando você olha aquele vestido maravilhoso na vitrine, não compra, mas fica pensando nele sem parar e resolve voltar no dia seguinte, não consegue dormir, pensando que, quando chegar à loja ele já terá sido comprado. E quando o objeto do seu desejo é muito importante, mas muito importante mesmo, você vai pensar que talvez não consiga chegar lá por que o trânsito pode ser interrompido, que a proprietária pode ter morrido e por isso a loja vai estar fechada, esse tipo de coisa.
Quando encontra o apartamento dos seus sonhos, enquanto o despachante está examinando a documentação, são três tranqüilizantes por dia. É claro que a cidade inteira, o universo inteiro só quer uma coisa: aquele mesmo apartamento. E sendo assim, alguém vai chegar e oferecer o dobro do preço sem se importar se a papelada está ou não em ordem, e você vai ficar sem ele, claro. Ele, o único apartamento do mundo.
Já quando é você que resolve vender o seu, por mais maravilhoso que seja, uma certeza você tem: ninguém, nin-guém, vai se interessar por ele. Não importa que seja de frente para o mar e tenha uma vista esplendorosa, varanda e ar condicionado central e que o preço seja mais do que justo. Mentalmente você já se prepara para fazer um desconto—10% ou 20% o que quiserem, o que oferecerem; num momento de total insegurança, você chega a pensar em doar o imóvel para uma instituição de caridade — se alguma delas quiser, o que não é certo.
Os paranóicos de carteirinha vão mais longe: basta que o telefone toque para que eles estremeçam, com medo de uma má notícia. E se tocar de madrugada, aí é tragédia certa. E existem também aqueles que estão com a vida ótima, tudo em cima, todo mundo com saúde, os amigos bem de vida e passam o tempo se perguntando quanto tempo aquilo vai durar. Ninguém é feliz para sempre; por que ele seria? E se tiver uma doença grave? Doença não avisa, e 50% da população com mais de 85, sofre do mal de Alzheimer. Ele tem 42, mas um dia vai ter 85 – isso se viver até lá. E quando isso acontecer, quem vai cuidar dele?
E quando telefonam do laboratório para dar o resultado do exame de sangue? E quando o namorado lhe deixa?
Homens e mulheres deixados dos 15 aos cem anos, nesse momento pensam exatamente a mesma coisa: nunca mais vou arranjar outro/outra. Não adianta nada. Que você seja linda, inteligente, charmosa, interessante. Sabe o que é nunca mais? Pois é: nunca mais. E a coragem para se levantar da cama de manhã? Se não tivesse de trabalhar, ficava deitada o dia inteiro, bem vaga, se achando o lixo da humanidade. Aliás, ela merece: nunca foi uma boa filha, uma boa mãe, nem uma boa amiga e está apenas colhendo o que plantou. E se no lugar de dedicar tanto tempo aos prazeres da vida tivesse se engajado a sério num projeto político, o país não estaria do jeito que está. A culpa de tudo é dela, claro.
Não há nenhum exagero em nada que você leu; todas as pessoas são assim.
Mas existem pessoas como Maria Felix, que, num belo documentário passado na televisão em sua homenagem, declarou que nunca sofreu por um homem, por que nessa hora sempre pensou: “Hay otros”.
“Hay otros” —e isso vale para quase tudo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

CARIDADE

Tratar como irmão


Ela sempre estacionava o carro na mesma vaga.
O guardador, sorridente, educado, sempre a cumprimentava.
Por vezes falavam rapidamente, ela perguntava como estava a família, ele respondia. Contava um ou outro problema de saúde que enfrentava.
Por outras vezes comentavam sobre algumas amenidades, sobre o frio, o calor, sobre o perigo da cidade grande, etc.
Ele morava num bairro distante da região metropolitana. Certamente numa casa muito simples – quase uma favela.
Naquele dia ela estava preocupada com ele. Estava muito frio.
Ela lembrou que a vida dela não era fácil, que vinha de muitas dificuldades recentes, mas pensou na vida dele, e que ela deveria ser bem mais complicada.
Nem sempre podia lhe dar algum dinheiro. Dos 5 dias da semana, em média, uma ou duas vezes ela conseguia lhe dar algumas moedas - pensou.
Sabia que ele precisava. Que aquele era seu trabalho digno. Que dali vinha o alimento de seus filhos.
Ela queria poder dar mais. E ele merecia, pois sempre guardava uma vaga especial para ela, sem ela pedir, sem ela merecer – pensava.
Com o coração um pouco apertado, então, resolveu dizer naquele dia:
Olha... Sei que nem sempre lhe dou alguma coisa. Queria poder dar mais, dar sempre, mas, sabe... Não consigo mesmo.
Sei que você é um trabalhador, uma pessoa gentil e educada, e que mesmo eu dando tão pouco, sempre guarda a vaga para mim.
Já vi que existem pessoas que estacionam sempre aqui, que lhe dão sempre um ou até dois reais por vez, mas, eu realmente não consigo – disse ela um tanto embaraçada.
Ele então respondeu, com franqueza e simplicidade:
Dona, olha, eu não guardo sua vaga porque a senhora me dá algum dinheiro, não. Eu preciso de dinheiro, sim, mas não é por isso.
É que a senhora é a única pessoa que fala comigo, que me dá atenção, que me trata como irmão.
Ela calou ao ouvir estas palavras. Sorriu para ele, timidamente, e disse, se despedindo: Então, tá bom.
Foi para o trabalho pensando no que ouvira. Ela nunca havia pensado nisso.
Mas será que ninguém mais fala com ele? Falo tão rapidamente, sobre coisas corriqueiras, nada de mais importante...
Nossa... Será que as pessoas o ignoram? Mesmo o encontrando todos os dias como eu?
Aqueles pensamentos ficaram em sua mente, flutuando o dia todo.
Percebeu que poderia dar algo muito mais importante que as moedas, que o “trocado” de sempre.

* * *
Caridade não significa apenas doação material. Em verdade, a filantropia é apenas uma pequena porção do mundo da caridade verdadeira.
Vivemos num Mundo, num país, onde ainda há necessidade da ajuda material urgente, sim, mas precisamos entender que não é apenas isso. As pessoas precisam de auxílio em outras áreas. As pessoas precisam de atenção, de amizade, de alguém que lhes dê carinho.
O alimento da alma fortalece o ser, e assim ele se torna mais apto e preparado para buscar a subsistência material.

Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.

sábado, 20 de outubro de 2007

RETRATO EM SÉPIA


Acabei de ler Retrato em Sépia, da Isabel Allende.

Eu já tinha começado a ler duas vezes e não consegui passar da página 80. Deixei de lado, meses por sinal. Agora peguei para ler, e passando daquela ponto, embalei legal, e me arrependo de não ter lido antes, vale a pena, muito bom! Reencontrei personagens da Casa dos Espirítos e me deliciei com a leitura.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

ANIVERSÁRIO


Hoje é meu aniversário!

E graças a tecnologia eu já "vi" várias mensagens de felicidades, no Orkut, na caixa postal, nos email. Mas por incrível que pareça eu não "ouvi" um parabéns...Nem um abraço de feliz aniversário! Cômico, neh?

terça-feira, 16 de outubro de 2007

LASSY


Hoje foi dia da Lassy ir embora!

Como é horrível isso, tenho um buraco no peito! A gente vai convivendo, se acostumando, se afeiçoando, e cada animal passa a ser um pouco nosso também. A dor dos meninos, os donos da Lassy, o Rodolfo e o Carlos, é minha também. Sofro pela perda dela, e por eles também, pois eu sei o que eles estão sentindo! É engraçado por que a gente sempre fala isso: eu sei o que você está sentindo em muitos velórios, mas na verdade não sabemos, mas no caso de um animal de estimação, sabemos realmente o que estão sentindo...
É uma situação difícil a que passamos, quase todo dia estamos juntos compartilhando dos mesmos problemas, as mesmas angustias, criamos uma amizade, um vínculo, mas baseado na doença compartilhada e quando tem um fim, que na maioria dos casos é a morte do animal, ficamos "órfãos" dos animais e dos seus donos também, pois eles não voltam mais, eles rompem esses laços. É humano, nós que ficamos lembramos a dor que eles passaram, e não querem reviver nos vendo...
Já faz três meses que eu frequento o hospital da USP direto, já passaram vários animais que se foram; o Bolinha, a Naninha, a Pituca, o Simba, o Pery, a Natasha, o Shakespeare, e outros e com eles seus donos! Sinto falta dos amigos que fiz, tanto como dos animais...E aí? O que fazer?
Ligar para eles? e dizer o que? que minha cachorra ainda vive e está bem, enquanto ele chora a perda da dele? É justo? É válido? Será que vai ser bom para eles? Será que não é fazê-los relembrar toda a dor?

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

BLOG ACTION DAY


Hoje é dia de postar sobre o meio ambiente.

Não acredito que eu possa fazer muita diferença nesse mundo, mas vou fazendo minha parte!
Eu não posso mudar o mundo, mas posso me mudar!

Eu não posso fazer com que as pessoas mudem de fora para dentro, as mudanças ocorrem de dentro para fora, pensando, se conscientizando. Me faz lembrar do beija-flor e o incêndio na floresta, ele ia com o biquinho pegar água e jogava no fogo, os outros bichos ridicularizando ele, e ele respondendo que estava fazendo a parte dele!Eu faço minha parte. Por exemplo; não jogo lixo no chão, mas se vejo alguém jogar, não adianta eu ir e discutir que isso só vai deixar a pessoa com raiva e continuar a fazer a mesma coisa, então eu abaixo e pego o lixo da pessoa, acredito que com o exemplo eu posso passar muito mais.
Há alguns anos atrás eu não tinha noção do desperdício, hoje tenho. Da mesma forma creio que aos poucos vamos mostrando as pessoas o que se pode ser feito para termos uma vida melhor, mais equilibrada.
O lema hoje é Reduzir, Reciclar, Reutilizar.
O mais importante de tudo é BOM SENSO!
Vamos cair de novo em dois mandamentos:
1-Amar a Deus sobre todas as coisas,
2-Amar ao próximo como a nós mesmos!
Quando amamos a Deus, respeitamos sua criação!
E amando ao nosso próximo como nos amamos (lógico que devemos nos amar) não faremos a ele o que não queríamos que fizessem a nós!
Simples, não é?

domingo, 14 de outubro de 2007

CHUVA

Choveeeeee lááááaaaaa foraaaaaaaa! Que delícia!

AGRADECIMENTO

Costumo agradecer por tudo que tenho e por tudo que sou.
Convivi muito com um senhor adepto da Seicho-no-ie quando era menina, aprendi com ele a agradecer, então eu me acostumei a agradecer até mesmo antes de conseguir alguma coisa!
Para mim é comum agradecer já na hora que acordo, agradeço a noite dormida, boa ou ruim, agradeço sempre. Isto tudo é para dizer o quanto tenho agradecido a Deus, ao Dr. Bezerra de Menezes, a São Francisco de Assis (e mais alguns) pela melhora da Pitchula! Mesmo na hora que aplico o soro nela, nos dias que não fui na USP, agradeço por ter condições de cuidar dela. Pelo horário diferenciado que tenho no trabalho, que me proporciona tempo para ela. Por ter condições financeiras para dar esse tratamento, e por ter a paciência de fazer o que faço. E digo o mais importante disso tudo: vale a pena! Como vale! Ela me enche de carinho, me enche de amor. Quando acordo e sinto seu corpinho encostado no meu me aquecendo e se aquecendo em mim, quando ela me dá seu "bom dia" de lambidas, me sinto recompensada.
Obrigada Meu Deus, muito obrigada!

sábado, 13 de outubro de 2007

APARTAMENTO


Quero comprar um apartamento, não precisa ser grande, tem que ser jeitoso!
Não precisa ser amplo, mas tem que ser claro e arejado!
Não precisa ser de luxo, tem que ter graciosidade! Não precisa ser em lugar nobre, mas tem que ser bem localizado!

E principalmente: não pode ser caro!

Estou pulverizando a informação ao universo, aguardo a resposta!

CHUVA


Cadê essa chuva que anunciam e nunca cai?

Esse calor abafado, essa poeira, que suja tudo, que impede que a gente respire direito...

Como será que é o prazer de ver água cair do céu? Já até esqueci de como se procede isso!

Faz tanto tempo que não cai uma água que valha a pena! Que lave o chão, que lave a poluição, que molhe as gramas secas, amareladas, que reviva as plantas. Que limpe nossa alma!

domingo, 7 de outubro de 2007

PERDÃO

O perdão é a energia dos fortes e a mágoa, dos fracos!

DÚVIDAS

Na dúvida, abstenha-se!

SOLIDÃO


AVALIAÇÃO

Temos muita dificuldade em sermos avaliados. Confundimos avaliação dos atos, com avaliação pessoal.
Acostumamos com as nossas imperfeições e muitas vezes não as enxergamos, por isso as pessoas de fora percebem-nas.
Devemos aprender a receber uma crítica e extraírmos dela o melhor e adaptá-la ao nosso modo de agir, encarando-a como orientação para o progresso e não como uma ofensa.
Isso vale para nós também; ao nos dirigirmos aos outros temos que ter o discernimento de separar o pessoal.
E a nós mesmos, somos falíveis, e devemos procurar o melhor sem querermos ser perfeitos!
A chave é bom senso!
É preciso lembrar que a indulgência com os defeitos dos outros é uma caridade!

sábado, 6 de outubro de 2007

SABIÁ

Nessa época do ano, primavera, sabiás cantam para impressionar as fêmeas e assim arrumar uma parceira!
Eles começam cedo, lá pelas quatro horas da manhã, e cantam, como cantam! Eu moro no centro de São Paulo, aqui perto não tem nem árvore, eu fico imaginando aonde eles pensam construir seus ninhos! Aonde vão levar sua companheira para criarem seus futuros filhotes. E vão ao longo do dia cantando, onde passo, sempre escuto um cantando, talvez meus ouvidos já estejam acostumados ao som, então identifico-o facilmente. Sinto que existe sempre a esperança, mesmo em áreas tão poluidas, cinzas, sem árvores, mesmo assim eles persistem.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

SÃO FRANCISCO



Hoje é 4 de outubro, dia de São Francisco.

Quero pedir desculpas por tê-lo solicitado tanto, nos últimos meses, pela saúde da Pitchula!

Quero agradecê-lo por ter sido atendida!



Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais Consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois, é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna.

PIPO




João Pacífico, esse é o nome do Pipo. Difícil esquecer. Já se passaram tantos anos e minha memória é bem clara nessa fase da minha vida! Eu tinha uns quinze anos, apaixonada, o primeiro amor, aquele que a gente pensa que é único e definitivo! Ahhhh... a juventude!
Pipo era muiiito mais velho que eu, era amigo do meu pai, e conversava comigo. Como conversava! Me falava da vida, de como as coisas mudariam para mim, e eu não acreditava, quando se é jovem, pensa que se sabe tudo! E ele tinha uma moto, uma Yamaha azul 200, ele me levava para passear na Cidade Universitária, o campus da USP, quase todo sábado a tarde. Que delícia!


Nesses dias, nos quais eu vou no Hospital Veterinário, que é dentro do Campus, essas recordações afloram com muita intensidade, por mais que o tempo tenha passado! Quando eu faço as curvas, eu sinto as mesmas emoções, e já faz vinte e tantos anos...